07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

REABILITAÇÃO

O Palmeiras volta a campo pelo Campeonato Paulista contra o Ituano. A ordem no Alviverde é esquecer a péssima atuação da equipe no último sábado. Depois de estrear com uma goleada de 5 a 2 sobre o Paulista, a equipe de Palestra Itália não apresentou um bom futebol em Presidente Prudente. Todos os jogadores, além do técnico Jair Picerni, tiveram uma opinião em comum após a derrota de 2 a 1 para o Marília: aquele não foi o Palmeiras. Para apagar a má imagem, o Verdão aposta na sua segunda vitória, hoje em Itu. Para conseguir esse objetivo, terá que ser muito determinado. O Palmeiras tem poucos craques, mas o que fez a diferença na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B foi a garra com que o time jogou. Quando não joga assim perde muito, como aconteceu sábado passado. Marcos será a principal novidade diante do Ituano. O goleiro pentacampeão do mundo vai fazer a sua estréia na temporada-2004. O Ituano também busca a reabilitação. A equipe de Itu, a do interior que mais contratou, perdeu por 3 a 1 para o Paulista, em Jundiaí. Com três pontos, o Galo ocupa a sétima posição na chave.

DÁ-LHE, PEIXE

Na obrigação de vencer, o Santos enfrenta Mogi Mirim. O Peixe é o terceiro colocado do Grupo 2, com quatro pontos, enquanto o Sapão está em nono, com um ponto. Para a partida desta noite, na Vila Belmiro, Emerson Leão pode ter reforços importantes. O primeiro, e única certeza do treinador, é a volta do lateral-direito Paulo César, que cumpriu suspensão. Os outros reforços podem ser os jogadores que disputaram o Pré-Olímpico no Chile, o zagueiro Alex, volante Paulo Almeida, os meias Elano e Diego, além do atacante Robinho. O Mogi, do técnico Jorge Rauli - ex-lateral do Noroeste no começo dos anos 90 - vem de empate com o Guarani e está pressionado pela sua torcida para conseguir a vitória. Mas mesmo que em dois jogos o Mogi tenha apenas um empate e uma derrota, a responsabilidade da vitória é do Peixe, clube grande, que joga em casa.

INGRESSO

Ao contrário dos jogadores do Corinthians, que concordaram com os protestos da torcida sobre o alto preço dos ingressos, o vice-presidente Antonio Roque Citadini acha o valor de R$ 20,00 normal. Para o dirigente, esse preço, historicamente no Brasil, é até considerado barato, alegando que o problema não é o ingresso. “O verdadeiro problema é que caiu a renda do povo brasileiro” - disse Citadini, lembrando aquele humorista da TV, que dizia: “Não é que custa caro; é que você está ganhando pouco”.

CRÍTICA

Nabi Abi Chedid foi o primeiro membro do alto escalão da CBF a criticar Ricardo Gomes. Mesmo considerando o trabalho bom de uma forma geral, o dirigente condenou a participação do técnico, principalmente na derrota para o Paraguai, a partida que selou a eliminação brasileira. Já Parreira e Zagallo criticaram os jogadores e correram logo em defesa de Ricardo Gomes. Mas o treinador também tem culpa. E muita. A garotada fez uma festa de arromba na vitória sobre o Chile, mas o técnico e o chefe da delegação permitiram. Ricado Gomes não convocou e nem escalou bem a equipe. Acho que tinha gente melhor do que Mawell, Dagoberto e Marcel. Nabi, vice-presidente da CBF, pode ter muitos defeitos, mas é autêntico e não tem medo de nada. Cansou de bater de frente com a Globo.

BOM TESTE

Depois de conseguir duas boas vitórias fora de casa, contra o Bandeirante de Birigui, da Série A2, e Cene, campeão de Mato Grosso do Sul, o Noroeste terá mais um bom teste nesta quarta-feira, quando enfrentará o Oeste, time da Série A1.

SAUDADE

O Benfica vai aposentar a camisa de número 29, que era usada por Miklos Feher. Ele morreu domingo, quando teve uma parada cardíaca durante o jogo contra o Vitoria de Guimaraes. Miklos será sepultado hoje em sua cidade natal, Gyon. O Hertha Berlim queria contratar o atacante húngaro. O jornal alemão Bild chegou a colocar uma foto do jogador com a seguinte manchete: “Aqui jaz a esperança do Hertha”.

CORINTIANO

“A Tribuna do Leitor” publicou carta do corintiano Antônio Ribeiro Corrêa, sobre a conquista do Quarto Centenário, o título paulista obtido por seu clube, na decisão contra o Palmeiras, em 1954. Deu a escalação do Timão e pediu que eu publicasse a do Alviverde. Amigo, fico devendo, porque só tenho condições de contar com arquivos a partir de 1967, quando foi fundado o Jornal da Cidade. Em 54, nem passava pela minha cabeça que um dia eu seria jornalista. Aprendi com pai saudoso pai, meus tios e historiadores, como o Luciano Dias Pires, algumas escalações de times da antiga, Noroeste, campeão de 43 e 53; Santos de 55, 56 e todos os times da década de 60; Brasil, Copa de 50 . Mas valeu, amigo. Um abraço.