09 de julho de 2026
Articulistas

Em defesa do sossego


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Ecoam na cidade manifestações contra a existência de bares e botequins instalados em áreas reconhecidamente residenciais, promovendo nos locais detestável poluição sonora. Patenteia-se o problema através de cartas e telefonemas que “o maior jornal do nosso mundo” tem recebido lamentando os problemas que a permanência de tais empreendimentos traz às famílias, das quais subtrai seu merecido bem-estar. Em uma das reclamações que acabamos de receber o signatário, confrade João (?), externa sem rodeios: “Não entendo que após tantos protestos de moradores de áreas afetadas das vilas Aviação, Cardia, Yara e outras mais, as autoridades às quais a questão está afeta ainda tenham coragem de fornecer alvarás para que se instalem comércio do gênero juntinho de moradias ocupadas por honrados e pacíficos trabalhadores que, após árduas horas de trabalhos profissionais diários, só conseguem dialogar com seus familiares trancafiando-se entre suas paredes, pois o impedem de bater papo nos jardins de suas residências o vozerio e as gargalhadas procedentes da adjacência, porquanto bem estimuladas a cada gole de “chopp” que a freguesia ingere gulosamente. Por isso, muito vizinho nem conciliar o sono consegue no decorrer da noite ou da madrugada que lhes aparecem”. E vai adiante o reclamo, o qual se completa acusando tais organizações, mal localizadas, de “roubarem o direito de livre trânsito dos moradores e dificultarem a circulação de seus veículos”.

O assunto não é estranho do JC que, em diversas oportunidades o veiculou com destaque em suas páginas e na “A tribuna do leitor”, defendendo a necessidade de providências de órgãos como a Seplan, a Justiça, a Polícia e demais, tendo em vista a sua solução. Todavia, lembra a missiva, continua o problema sobrepairando nos horizontes citadinos e, conseqüentemente, atentando não só contra o silêncio noturno dos setores como até problematizando a saúde dos “bauruenses velhos de guerra”, os quais, então, vivem à margem do prazer de serem habitantes bem domiciliados, como gostariam de ser ao lado de outros tantos, que não têm os ouvidos castigados pela desventura do barulho externo, para o qual nada concorrem. É a opinião dos que nos escrevem e nossa também.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Andando pelas estradas corretas não se embaraçarão os teus passos e, se correres, não tropeçarás! Provérbios 4.12”.