08 de julho de 2026
Polícia

Cães vão farejar droga nos Correios

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Três cães farejadores da Polícia Militar (PM), especializados em localizar entorpecentes, irão fiscalizar, a partir do próximo mês, parte das correspondências que passam pelo Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) em Bauru. O objetivo é identificar envelopes ou pacotes que possam conter drogas.

O trabalho de fiscalização será possível graças a um convênio entre a PM e os Correios, que será assinado na próxima terça-feira.

O assessor de comunicação dos Correios, Júlio Saadi, afirma que os cães irão se juntar ao trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo órgão. “Nós fazemos, de maneira contínua, uma averiguação com dois aparelhos de raio-x”, diz.

Segundo ele, as apreensões de entorpecentes em correspondências costumam ser raras. “Acredito que a quantidade de droga que passa por Bauru através dessa via é pequena”, argumenta.

Apesar disso, Saadi acredita que é importante intensificar as ações de fiscalização. “A maioria dos presídios está se localizando no Interior, o que pode fazer com que a região se torne um ponto de passagem de drogas”, declara.

Ele afirma que a iniciativa é pioneira no Interior do Estado. “É uma prática já adotada em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, mas não de forma contínua”, revela.

Semanal

O tenente Jorge Luís Dias, que está respondendo pela 4ª Companhia da PM, afirma que o objetivo é realizar operações semanais no CTCE. “Nossa idéia é fazer um trabalho preventivo”, explica.

Ele conta que os animais que serão utilizados receberam treinamento especial para localizar drogas. “O cão tem um faro muito afinado e, com certeza, estará colaborando para detectar correspondências ilegais”, diz.

Dias afirma que os trabalhos serão noturnos. “Levaremos os cães durante a madrugada, que é o horário em que se concentra o maior número de correspondências”, revela.

Ele defende a intensificação das ações de combate às drogas. “O tráfico tem buscado alternativas para fazer com que o entorpecente chegue até as pessoas que irão fazer a distribuição”, analisa.

O tenente diz que a polícia tem procurado identificar as práticas mais usuais entre os traficantes. “Uma das fórmulas utilizadas eram os ônibus que vinham do Paraguai. Como fizemos um trabalho forte e apreendemos mais de 100 quilos de maconha em Bauru, percebemos que houve uma redução nessa modalidade, o que indica que eles devem estar buscando outras fórmulas para aumentar o fluxo de entorpecentes”, comenta.