07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Qual a sentença final?


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Não podemos atribuir os comentários a seguir ao fato do ex-vereador Walter Costa ter falecido. Isto em nada apaga eventuais atos reprováveis que tenha praticado quando à frente da Câmara Municipal. N nos processos, chamados de autos. A sentença final somente vem após longos estudos, pesquisas, investigações, decisões criteriosas e absolutamente dentro dos ditames da lei e assim mesmo com direito ao réu de recursos e mais recursos. Exemplo disso são os prováveis crimes cometidos pelo ex-prefeito Izzo Filho. Muitos dos processos até hoje ainda sob judice. O comentário serve para que pensemos melhor quanto às decisões tomadas em nossa Câmara Municipal, que levaram à cassação de dois vereadores (reconduzidos por via judicial) e levaram dois outros às suas renúncias. Um dos que renunciaram, o ex-vereador Roberto Bueno, está preso, exatamente aguardando o julgamento do processo alusivo ao seu crime, com direito a defesa, recursos, etc.

A sentença final, sabemos lá quando virá. Outro que renunciou, antes que tivesse seu mandato cassado (com total certeza), foi o ex-vereador Walter Costa que, em decorrência, mergulhou numa profunda depressão, que facilitou sua total debilidade física e outras doenças, levando-o a falecer na última semana. A verdadeira “causa mortis”, sem dúvida, foi absoluto desgosto pelas atitudes de seus então pares de vereadores na condução da CP da qual figurava como réu. Não temos dúvidas de que, caso tomasse o mesmo caminho de Osvaldo Paquito e Santana, estaria ele de volta ao seu mandato, pondo por terra a decisão precipitada tomada pelos vereadores. Aí a dúvida: ou os critérios então adotados tiveram altas doses de emoção ou pleno desconhecimento de nossas leis pelos membros que compunham a comissão. É poder demais em mãos de gente tão incompetente (pelo menos para assuntos desta natureza). Quanto a Walter Costa, nunca mais saberemos qual seria a correta decisão quanto aos atos praticados quando era presidente da Câmara Municipal. Representa que devemos ter bastante critério quando da hora de direcionar nossos votos levando em conta o aspecto sensatez.

Quanto ao Walter Costa, que descanse em paz e que Deus faça a justiça devida. Aqui na terra, por certo os homens não ficarão com a certeza de que sua decisão de renuncia foi justificada. E nunca mais teremos como tomar conhecimento. Que fique a verdade e o peso da decisão na consciência daqueles que se puseram na posição de atirador da primeira pedra. E será que eles também não têm pecados?

Renato Cardoso - RG: 3.650.683