08 de julho de 2026
RH & Tendências

Uniformes ganham toque de estilo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 5 min

Desenvolver o uniforme de uma empresa não é simplesmente confeccionar uma roupa com a estampa da marca, dita o novo conceito de moda. Sinônimo de roupa feia, o uniforme está sendo alvo de estudos com o surgimento de um novo profissional, o personal stylist, especialista em desenvolvimento de visual profissional e pessoal. Com as exigências de mercado em alta, impressionar o cliente ou fornecedor passou a ser regra número um para as empresas. Um visual competente e ao mesmo tempo prático, capaz de deixar as pessoas a vontade sem ser vulgar é o trabalho do deste profissional.

A publicitária e consultora de moda Maria Fernanda Hinke explica que o desenvolvimento de um uniforme é o resultado da busca pela comunicação. “Na busca para se comunicar mais e melhor com o público, as empresas passaram a dar mais valor para a o visual. Há 30 anos, o uniforme era só a mesma roupa para todos os funcionários. A evolução do design e as necessidades do mercado exigiram a concepção de um novo conceito.”

O visual competente é fruto de um ramo da moda especializado em desenvolver uniformes que agradem e que mantenham a simpatia com o público. “Além disso, é preciso coordenar cores com o ambiente e com o perfil e a política da empresa. Por isso, o trabalho começa com um briefing, como numa reunião.”

A consultoria de moda empresarial procura unir o útil ao agradável, explica Maria Fernanda. “O funcionário tem de se sentir a vontade para trabalhar, não pode se sentir constrangido. Ao mesmo tempo, ele é a imagem da empresa e têm que atender a expectativa dela, daquilo que elas representam na sociedade.”

Exemplificando, a consultora diz que é regra na indústria alimentícia que os funcionários usem o cabelo preso. “É sinônimo de higiene, limpeza. Os uniformes femininos com saia não podem ser usados para funcionários que têm de subir e descer escadas, e assim por diante.”

Funcional e agradável

O uniforme ideal nasce de uma análise. “Analisamos o corpo, a estatura e as funções da massa de pessoas que trabalham naquela empresa. Através do uniforme é possível hierarquizar as funções. Uma mesma vestimenta pode servir tanto ao gerente como aos demais funcionários, basta algumas alterações.”

Em casos assim, os funcionários podem usar uma camisa polo e o gerente uma camisa em tecido com a mesma logomarca, ensina.

Partindo de um básico é possível fazer uma variação de modelos. “O ideal é montar dois básicos, mantendo uma unidade visual. A partir deles, rearticular uniformes que atendam a todas estações do ano, acrescentando uma cacharrel para enfrentar o inverno ou um blazer para ocasiões comemorativas, por exemplo.”

O uniforme facilita a vida dos funcionários de uma empresa, desde que seja uma roupa atualizada. “Através da roupa é possível fazer uma radiografia da pessoa ou da empresa. As cores e os modelos dizem muito e não devem ser desprezados.”

A escolha das cores e tecidos são itens que têm de ser considerados na escolha do uniforme. “A literatura sobre o assunto não considera as várias regiões. Vivemos num país tropical e a nossa região é muito quente exigindo um tecido leve que transmita frescor.”

O visual profissional, segundo a consultora, valoriza o estilo, o tipo físico e a personalidade da pessoa, ressaltando as qualidades e ‘escondendo’ as imperfeições. “O uniforme é uma preocupação da empresa e não de um indivíduo. Porém, quando o profissional quer projeção em sua carreira, precisa se vestir adequadamente.”

Desenvolvimento do estilo pessoal

Maria Fernanda Hinke frisa que a grande maioria das pessoas que procuram o marketing pessoal precisam repaginar o visual. “Quem fez um regime e perdeu 40 quilos tem que repaginar o seu visual, assim como quem mudou de emprego e quer se projetar.”

O personal stylist utiliza três itens para ajudar o indivíduo, enquanto ser humano. “Faço um estudo do corpo da pessoa, definindo o seu manequim e os seus pontos fortes e fracos. Em seguida, faço uma definição do estilo, evitando que a pessoa seja mais uma vítima da moda, aquelas que usam tudo o que aparece nas novelas, e por último analiso o guarda-roupa, tentando reaproveitar todas as peças que a pessoa já possui.”

A consultoria inclui, além das roupas, os sapatos mais adequados, óculos, bijuterias, enfim o visual como um todo.

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Dicas para entrevista de emprego

Regra número um: informe-se sobre a filosofia da empresa

Para as mulheres

Evite: transparência, saias curtas, decotes, roupas justas e barriga de fora.

O sapato certo para a entrevista é aquele que você se sente confortável e deve combinar com a bolsa. As bijuterias e jóias devem ser discretas.

Para os homens

Evite: perfumes fortes e jóias. Limite-se a um bom relógio.

A cor do cinto deve acompanhar a do sapato. A barba feita é regra essencial. Se a empresa for formal, use terno e gravata de preferência de cor escura. Se o traje for casual, prefira um blazer da estação.

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O que revelam as cores

• Laranja: cor audaciosa, energética, pessoas que usam tendem a não se incomodar com que os outros pensam

• Marrom: cor informal, não sugere muito poder

• Cinza: inspira maturidade, refinamento e eficiência

• Vermelho: estimulante, eroticamente poderosa, remete ao talento, coragem, paixão e poder

• Rosa: aconchego, romântico e feminino, estimula a criatividade, remete a pessoal gentil, afetuosa

• Preto: mistério, prestígio e elegância

• Branco: Pureza, inocência, virtude e altruísmo, inspira confiança

• Azul: confiança, fidelidade e respeito, status social

• Amarelo: Cor de alerta, provoca desconforto, irritação ou ansiedade aos outros

• Verde: cor relaxante para os olhos, curativa e sugestiva