09 de julho de 2026
Política

Conselho vê terceirização na proposta

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os membros do Conselho Municipal dos Usuários de Água e Esgoto, recém-criado, já avaliam a proposta da presidência do DAE como o início da terceirização total da autarquia que poderá ocorrer num futuro próximo. O órgão é apenas consultivo e não tem poder deliberativo. “Eu não tenho dúvidas de que essa proposta será o caminho mais curto para a terceirização da empresa”, afirma o presidente do conselho, Aguinaldo Anastácio da Silva (Lulinha).

Ele conta que o DAE é uma das poucas empresas municipais no Estado de São Paulo que sobreviveram à privatização do sistema de saneamento. “Nossa autarquia tem qualidade na captação e produção de água tratada e ainda oferece o serviço a um baixo custo, o que é louvável”, enfatiza.

Darcy Rodrigues, também integrante do órgão, lembra que a presidente do DAE, Nilcéia de Paes Lourenço, garantiu, na última reunião, que a contratação do serviço de corte e religação de água não seria efetivada sem antes uma discussão mais aprofundada do assunto.

“Queremos saber qual é o impacto que isso vai provocar nas despesas do DAE, ou seja, o custo dessa contratação. Isso vai ser feito sem prejuízo do atual quadro de funcionários? Qual será o impacto na qualidade da prestação de serviço?”, questiona Rodrigues.

Ele garante que existe um “sentimento contrário” da bancada comunitária que forma o conselho em relação ao avanço da proposta.

Já Nélson Fio, outro membro do órgão, diz que “não cola” essa desculpa de que há um número insuficiente de servidores para a prestação do serviço. “O DAE tem servidores até de- mais, principalmente fechados nos gabinetes de ar condicionado. Na verdade, a empresa é tocada mesmo pelos funcionários braçais.”

Mas a presidente da autarquia descarta o termo terceirização. “Terceirização é quando eu pego um setor da minha empresa e o entrego para uma outra geri-lo. Vou pagar e a empresa vai prestar as contas. A prestação de serviço é diferente. Nesse caso, sei quem são os nossos devedores que devem ter a água cortada. Vou determinar a essa empresa que faça o corte. Essa empresa não terá controle sobre os serviços. Na terceirização, o controle do serviço passa para a empresa contratada”, explica.