Para o economista e consultor de empresas Carlos Sette, os cortes efetuados pela direção da Emdurb têm resultado somente a curto prazo. “Me parece que esses cortes eram inevitáveis agora, sob o risco da situação ser ainda pior”, pondera.
Entretanto, Sette considera que a regularização da situação financeira da empresa municipal depende de mudança de estratégia. “Como empresa pública, a Emdurb precisa ser auto-suficiente e não só eficiente. Ela precisa sair desse círculo vicioso de depender dos repasses do Executivo para sobreviver”, avalia.
Em sua visão, o primeiro passo está correto. “Gastar no máximo o que arrecada é uma lição que todos devem seguir até na economia privada. A partir de agora, a administração não deve ficar esperando pelas verbas, passando a prestadora de serviço de fato”, acrescenta.
Em relação a esse ponto, o prefeito Nilson Costa (PTB) alterou o regime de funcionamento da Emdurb através de decreto há pouco mais de um ano.
A partir de então, a empresa não deveria mais receber verba para cobrir sua folha de pagamento total. A Emdurb passou a emitir nota fiscal por serviço prestado. A questão é que o Executivo nem sempre efetua os pagamentos de acordo com a fatura.
Fora isso, as partes ainda mantêm pendências de gestões anteriores. Há pelo menos três anos, a Emdurb tenta, sem sucesso, parcelar mais de R$ 4 milhões de dívidas junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O projeto autorizativo para o parcelamento, com a prefeitura entrando como garantidora, aguarda discussão e votação na Câmara Municipal.