08 de julho de 2026
Regional

Sta. Bárbara tem padrão internacional

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Conquistar o título de qualidade internacional foi uma meta perseguida pela Água Mineral Santa Bárbara durante dois anos. Investimentos pesados em equipamentos, instalações e treinamento de pessoal resultaram no reconhecimento internacional através do Certificado de Qualidade Internacional da National Sanitation Foundation (NSF).

O título é avalizado pela Food and Frug Administration e pela Organização Mundial de Sáude e permite que a água seja exportada para o mundo, uma nova meta que o proprietário Antonio Carlos Curiati pretende colocar em prática em meados de 2006. “Precisamos fortalecer o mercado nacional para depois pensar no mercado externo.”

A idéia de exportar água brasileira para o mercado mundial fascina Curiati. “Pretendo começar pelos Estados Unidos para depois entrar com o produto na Europa, México e América Latina. No México não tem água mineral, só potável.”

O mercado externo está em expansão, acredita o empresário. “Os países da Europa têm carência de água mineral. O mercado interno de água cresce 20% ao ano e nós temos que fortalecer a nossa marca.”

A certificação foi antes de tudo uma garantia de que a água da nossa região segue padrões internacionais. “A Água Santa Bárbara foi a primeira no Estado de São Paulo e a segunda no Brasil a ser reconhecida.”

Curiati lembra que a Água Mineral Santa Bárbara credenciou-se ao processo de certificação da NSF no início de 2003, a partir de um acordo estabelecido com a instituição pela Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais.

O programa de certificação exigiu o cumprimento de 63 itens diferentes. “No período de certificação, os auditores da NSF e independentes visitaram as instalações da fonte para constatar o atendimento aos itens. Várias amostras da água foram levadas para análise nos laboratórios da NSF nos Estados Unidos.”

A partir de março, o consumidor da água vai encontrar no rótulo do produto o símbolo NSF que a identifica como uma água de qualidade em nível de excelência e livre trânsito sanitário no mercado mundial.

A garantia de qualidade conquistada pela marca abre as portas de um mercado mais exigente, admite o empresário. “Abrirá as portas de instituições em que a segurança alimentar é fundamental, como hospitais, clínicas, supermercados, cadeias de hotéis, restaurante e grandes corporações.”

A Fonte Santa Catarina, conhecida por Água Santa Bárbara, diversificou o seu produto. Além da água mineral natural, passou a envasar a água com gás.

Digestiva e com valor calórico próximo de zero, ela ganhou mercado, segundo Antonio Carlos Curiati. “Nos últimos dois anos, a água gaseificada ganhou mercado que ainda está em expansão.” De acordo com ele, a água com gás Santa Bárbara é a natural com CO2.

Paramentados

Para trabalhar com o envase de água, os funcionários, além de passarem por treinamentos específicos, exercem suas funções com máscara para eliminar o perigo de contaminação.

Antes dos funcionários entrarem para a sala de envase, eles passam por uma sala de assepsia, onde lavam os pés e as mãos e colocam o uniforme. Usam luvas descartáveis e máscaras cirúrgicas. As botas também são diferenciadas.

Acarajé e água

O crescimento do mercado interno, algo em torno de 20%, foi superado pelas fontes. “No Estado de São Paulo, por exemplo, foram perfurados vários poços e surgiram muitas marcas”, frisa o proprietário da água mineral Santa Bárbara.

Para explicar a diferença entre a água com certificação internacional e a água engarrafada amadoramente, ele cita o caso do acarajé da Bahia. “O preço do acarajé era cada dia mais baixo, ação provocada pela concorrência. O produto valia R$ 1,00, por exemplo e havia baianas vendendo por R$ 0,60. Só que o produto vendido mais barato já não era acarajé, porque nem camarão tinha. O mesmo está acontecendo com a água.”

Ele explica que uma fonte que vende mais barato não consegue manter a qualidade e os riscos de contaminações são cada vez maiores, explica o empresário. “Nós mantemos um laboratório e um técnico químico que faz a coleta e análise diária. Semanalmente, a água é analisada pelo Adolfo Lutz.”

Origem

A Estância Mineral de Águas de Santa Bárbara é uma área de proteção ambiental localizada na região Oeste do Estado de São Paulo. Embora conhecida desde o século 17, as águas minerais de Águas de Santa Bárbara começaram a ser exploradas comercialmente a partir de 1981, quando foi instalada a fonte Santa Catarina, hoje sob administração da Miner, que envasa a água Santa Bárbara.

A modernização da fonte começou 10 anos depois, quando os sócios proprietários entregaram a administração para o atual proprietário, Antonio Carlos Curiati.

Três anos antes do “boom” da água mineral, no ano de 94, Curiati ganhou a primeira máquina de envasar água, lembra o empresário com alegria. “Foi o meu sogro quem me deu. Foi aí que teve início o envasamento da água Santa Bárbara.”

Em 97, o brasileiro “descobriu” a água mineral e a Santa Bárbara já estava no mercado. “O mercado cresceu. Atualmente, o crescimento é em torno de 20%.”