09 de julho de 2026
Bairros

Projetos incluem apenas novas obras

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Por enquanto, há previsão de construção de novas pistas de footing apenas em avenidas novas ou que passarão por obras. É o caso da Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube e Nações Unidas Norte. A informação é de Adelmo Bertussi, projetista da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan).

Além das duas citadas, a prefeitura quer construir o complemento da calçada da avenida Getúlio Vargas, ao redor do Aeroclube de Bauru. A obra permitiria que o usuário seguisse pela avenida Odilon Braga, rua Chaim Mauad e chegasse à alameda Octávio Pinheiro Brisolla, concluindo um percurso circular.

Os projetos, de acordo com Adelmo, estão prontos. “Seria um dos melhores lugares que estamos prevendo para caminhar porque de um lado não tem veículos, o que é importante”, argumenta.

Já na Edmundo Coube, a prefeitura aproveitaria a obra de duplicação da avenida para fazer a pista. “No entorno do Aeroclube, eu acredito que vai ter um movimento muito grande. Outra que deve ter movimento grande é a Edmundo Coube”, avalia o projetista.

A Seplan não tem projetos de adaptação para construção de calçadas mais largas em avenidas prontas. “É difícil porque implica em muita desapropriação. E a prefeitura não tem condições de desapropriar. O maior problema nosso aqui é a desapropriação”, enfatiza.

Portanto, a avenida Jânio Quadros, por exemplo, não receberá uma pista para caminhada tão cedo. “Como ela tem quatro pistas, as pessoas podem andar nas laterais sem muito perigo porque as vias mais expressas estão no Centro. É mais seguro”, diz Adelmo.

Características

Ele afirma que a pista de footing deve ter, no mínimo, 2,5 metros de largura, além dos 2,5 metros da calçada comum. Quando a previsão é de que o movimento será acentuado, a largura pode ser maior.

Na opinião do projetista, não há necessidade de colocação de obstáculos que separem a calçada da faixa destinada à caminhada. “Pode ser uma faixa pintada. Assim, o pedestre pode caminhar tanto no passeio quanto na faixa”, argumenta.

Quanto ao piso, Adelmo afirma que “só depende de dinheiro”. “Pode ser qualquer tipo de piso”, assegura.

De acordo com o projetista, os projetos de espaços destinados à caminhada são recentes. “É que esse negócio de caminhada não é tão velho. É meio recente. Não havia essa preocupação antes. De 15 anos para cá, houve essa necessidade porque os médicos orientam mais”, explica.

O secretário municipal de Obras, Jorge Roberto Monteiro, afirma que o custo da construção de uma pista de concreto é de, em média, R$ 42,00 por metro quadrado. O cálculo inclui gastos com o trabalho de terraplenagem para regularização e compactação do solo, além da mão-de-obra.

“O mais complicado é a terraplenagem, para preparar a pista para receber o concreto. A concretagem é rápida”, expõe o secretário.

Jorge também afirma que é mais fácil construir uma faixa para caminhada simultaneamente à obra da avenida do que adaptá-la a uma via já existente. “Por exemplo, é inviável fazer uma pista para caminhada na Duque de Caxias”, ilustra.

Sobre a parte nova da calçada da avenida Getúlio Vargas, que ainda está áspera, o secretário de Obras afirma que o acabamento será iniciado nos próximos dias. “Está no contrapiso. O complemento foi iniciado, mas interrompido devido à chuva. O contrapiso é o concreto mais grosso. Ele não está alisado nem desempenado”, explica.