09 de julho de 2026
Geral

Cips atende 600 adolescentes em cursos profissionalizantes

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

O Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) iniciou na semana passada as aulas das primeiras turmas de cursos profissionalizantes gratuitos do ano. Além das opções que já eram oferecidas, a entidade instalou quatro novos cursos, que têm o objetivo de inserir adolescentes de famílias carentes diretamente no mercado de trabalho: auxiliar de eletricista, almoxarifado, telemarketing e secretariado.

Os novos cursos foram criados com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que escolheu o projeto do Cips como um dos beneficiados de uma verba estadual de R$ 30 mil. Além da entidade, receberam apoio ainda projetos do Centro de Valorização da Criança (Cevac), Centro Espírita Amor e Caridade, Legião Mirim, Núcleo Amizade, Centro de Integração Social (Cite) e Sociedade de Promoção Social do Fissurado Lábio-Palatal (Profis).

A presidente do CMDCA, Maria Moreno Perroni, explica que o projeto do Cips foi escolhido por conta de seu impacto social. “São quatro cursos que vão atender 600 adolescentes. Este é um projeto de impacto social e a entidade está preparada para executar este trabalho. A demanda de cursos profissionalizantes em Bauru é grande e o número de entidades que realizam este trabalho não é suficiente”, afirma.

De acordo com o presidente do Cips, João Carlos Previdello, cerca de 900 adolescentes procuraram a entidade para efetuar sua inscrição. “Os que não conseguiram vaga nos cursos que desejavam ainda podem tentar encontrar outro curso para fazer. O mais importante é que, com os novos cursos, também abrimos mais oportunidades para meninas, já que a maioria dos adolescentes que se interessava pelas aulas era de meninos”, comenta.

A assistente social do Cips Leonice Amorim observa que ainda existem vagas nas turmas de eletricista e almoxarifado, assim como em outros cursos. Segundo ela, os adolescentes que ingressarem nas turmas não sentirão dificuldade em acompanhar os outros colegas, que tiveram apenas duas aulas nesta semana.

“Quem se interessar precisa vir até a entidade, até para conhecer o local, e fazer uma pré-inscrição. Se ainda houver vagas, nós chamamos e indicamos os documentos necessários. Ele tem que estar freqüentando a escola também”, aponta Leonice.

Entre os outros cursos disponíveis, há classes de marcenaria, silk-screen, gráfica, informática, malharia, além de atividades extra como teatro, dança, digitação e pátina. A entidade oferece ainda café da manhã e almoço diariamente aos adolescentes, além de atendimento odontológico.

Simone Ferreira, 17 anos, começou o curso de secretariado na semana passada. Ela conta que resolveu se inscrever porque gostaria de se especializar e poder competir no mercado de trabalho. “Esta é uma oportunidade ótima, principalmente para pessoas que têm poucos recursos. Eu ainda não estou trabalhando e esta oportunidade pode me dar um emprego, para poder pagar um cursinho e até fazer uma faculdade”, declara.

Alexandre Roberto de Souza, 15 anos, é aluno do 1º ano do ensino médio e começou o curso de telemarketing. “Eu procurei o Cips porque quero trabalhar. A gente não tem outros incentivos, mas vou poder sair daqui com emprego praticamente garantido”, comenta.

Transporte

Previdello lamenta que muitos adolescentes que iniciam os cursos não têm condições de freqüentar todas as aulas porque não recebem vale-transporte. “Muitos meninos moram longe e não conseguem pagar o passe do ônibus. A instituição, infelizmente, não tem recursos para bancar isto”, diz.

Para atender este problema, o Cips está iniciando um programa para que famílias e empresas possam adotar os alunos e oferecer os passes de ônibus que eles necessitam. “Isto é a complementação perfeita do curso. As pessoas podem mandar os passes para cá e acompanhar o andamento das aulas. Elas saberão quem estão ajudando”, afirma Previdello.

Serviço

O Cips fica na rua Inconfidência, 2-28, no Centro. Telefone (14) 3232-8124.