A estrada vicinal que liga a rodovia Marechal Rondon ao distrito de Tibiriçá teve seu trânsito impedido durante toda a manhã de ontem por um protesto dos moradores. Eles reivindicam o recape da via, que tem cerca de cinco quilômetros e que se apresenta em condições precárias, com buracos que já teriam causado até mesmo acidentes. Para interromper o trânsito, pneus e os próprios veículos foram colocados na pista, mas não houve tumulto.
O gráfico Carlos Aparecido de Almeida observa que o movimento na vicinal é intenso durante todo o dia, principalmente por conta dos moradores que trabalham ou que freqüentemente precisam deslocar-se para Bauru. Ele comenta que diversas pessoas já tiveram seus veículos danificados ao trafegarem pela via.
Foi o caso do empreiteiro Henrique Cortezini, que capotou sua caminhonete há cerca de 20 dias. “Meu carro bateu em um buraco, a barra de direção estourou, capotou e eu caí em um barranco. Eu machuquei meu braço e meu sobrinho quebrou a clavícula”, relata.
O gerente de fazenda José Maria Medeiros afirma que a situação da vicinal é provocada por puro descaso da administração municipal. “O povo de Tibiriçá é esquecido pela prefeitura”, queixa-se.
Almeida diz que a população vem aguardando o recape da via há muitos anos. “Agora foi divulgado que a verba foi liberada. Mas por enquanto, eles só tapam os buracos”.
O morador refere-se ao anúncio da parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Prefeitura Municipal de Bauru, realizado no início do mês passado. O secretário de Obras, Jorge Monteiro, esteve no local do protesto e conversou com os moradores.
“Eles tiveram uma informação equivocada, dizendo que o governo já havia doado R$ 360 mil para o recape da vicinal. O custo da obra é esse mesmo, mas a prefeitura ainda precisa fazer a licitação para contratar as empresas que farão o serviço. Devemos iniciar o recapeamento em 30 dias”, garante.
Depois do esclarecimento do secretário, os moradores liberaram o trânsito na via, por volta de 12h. Segundo Monteiro, o DER deve doar 175 toneladas de asfalto e mais 25 toneladas de emulsão para a obra. A prefeitura, por sua vez, fornecerá as pedras para o preparo da massa asfáltica e ainda é responsável pela contratação da empresa que prepara o asfalto e outra que vai realizar o recape efetivamente.
“A licitação é rápida, pois fazemos por carta-convite. Depois de iniciado, o serviço deve ser rápido. Em duas ou três semanas, devemos entregar a vicinal já sinalizada para a população”, afirma o secretário.