O Ministério Público (MP) pediu a abertura de inquérito policial para apurar em que circunstâncias o vereador Osvaldo Paquito (PPS) depositou em sua conta bancária dois cheques emitidos pela Câmara Municipal à empresa Volare Comércio & Obras, em janeiro de 2001.
A Delegacia Seccional de Polícia será a responsável pela investigação. O caso foi apurado pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Compras e, depois, por uma Comissão Processante (CP), que acabou na cassação do mandato do vereador em abril do ano passado.
O parlamentar, no entanto, conseguiu um mandado de segurança no Tribunal de Justiça (TJ) e retornou ao cargo no mês passado. Nos próximos dias, o TJ julgará o mérito do mandado.
Hoje, o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Cidadania, Fernando Masseli Helene, vai tomar o depoimento do vereador no caso da gravação de uma conversa feita por ele com José Humberto Santana (PTB).
No diálogo são citados os nomes de vários vereadores. Na época, o episódio influenciou a cassação do mandato de Santana, que também retornou ao cargo em novembro passado.
Procurado pela reportagem do Jornal da Cidade, Paquito confirmou o depoimento na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e da Cidadania. Porém, disse desconhecer a decisão da Promotoria Criminal.