Maria Izabel de Souza que, segundo a certidão de nascimento registrada em Bauru é mãe de Carlos Alberto de Souza, e sua irmã Cleuza de Souza, moraram no Rio de Janeiro no final da década de 60, anos antes de Carlos Ramires da Costa, o Carlinhos, ter sido seqüestrado. O menino foi levado de sua casa em agosto de 1973.
Cleuza afirma que se mudou para o Rio para fazer um curso de enfermagem e depois sua irmã, que já estava casada com o segundo marido, a seguiu, deixando Carlos Alberto com os avós Sílvio e Ana Terezinha de Souza. Ela e a irmã teriam retornado para Bauru no início da década de 70.
Para Cleuza, apesar da coincidência dela e sua irmã terem morado no Rio, não há a menor possibilidade de Carlos Alberto ser Carlinhos. “Ele é filho da minha irmã. Eu vi esse menino nascer”, diz. Os olhos e a pele claros de Carlos Alberto não causam estranheza para a tia. “Eu conheci a avó do Carlos, que era branca e de olhos azuis”, afirma.
A tia afirma que não há fotos de Carlos Alberto bebê porque todas acabaram estragando-se em uma das mudanças da família. “Meu pai tirou muitas fotos do Carlinhos (Carlos Alberto), mas ele ficou uns tempos na casa da minha avó em São Paulo e parte da mudança ficou em um barraco. Entrou água e molhou todas as fotos”, explica.