• Tuga e Batata
A presidente da executiva municipal do PT, Estela Almagro, decidiu dar sua opinião pessoal sobre qual caminho o partido deve trilhar nas eleições municipal de outubro. A petista defende a aliança com o PDT de Tuga Angerami e de quebra a indicação do vereador José Carlos Batata para ocupar a vaga de vice.
• Embate à vista
O sindicalista Roque Ferreira e mais um grupo de militantes da corrente O Trabalho defendem, há anos, candidatura própria do PT à prefeitura. Ele também é contra a aliança com o PDT. Após o Carnaval, inicia-se mais um episódio do embate interno do PT sobre as eleições municipais deste ano. Tanto Roque como Estela já disputaram a prefeitura em 1996 e 2000, respectivamente.
• Repercussão
Observador atento dos últimos acontecimentos político-partidários informa que um grupo se animou com a decisão da Procuradoria Geral de Justiça de inocentar o prefeito Nilson Costa (PTB) na esfera criminal no episódio da compra da carne. Esse segmento partidário tinha dúvidas em relação ao cacife eleitoral de Nilson, mas reavaliou o quadro após a manifestação da Procuradoria.
• Peso da máquina
O mesmo observador, entretanto, considera que o peso da administração na eleição não pode ser desprezado em função da força da máquina administrativa e não de seu comandante. Ou seja, o chefe do Executivo deve pensar muito antes de se animar demais.
• "E agora, Rubão?"
Cutucados pelo presidente do PPS, Rubão de Souza, os vereadores Toninho Garmes (PSDB), João Parreira (PSDB) e José Clemente Rezende (PDT) querem saber: “E o inquérito sobre a apropriação indébita do numerário da Funprev?”. Perguntam ainda sobre o uso de telefone celular do DAE, na época em que Rubão trabalhou na autarquia. A Promotoria pediu a devolução das despesas com o uso do aparelho.
• Transparência
Temos insistido na coluna para a falta de transparência da Secretaria de Finanças no uso de recursos municipais. A cada publicação financeira, ainda que tardia, as perguntas aumentam. Na quinta-feira, após mais de dois meses de atraso, a pasta publicou extratos de saldo bancário.
• Dinheiro na mão...
E as cifras assustam. No fechamento de novembro de 2003, por exemplo, a prefeitura tinha R$ 15 milhões em caixa, sendo R$ 11,6 milhões em conta vinculada (para gastos específicos como saúde e educação). Isso mostra a falta de planejamento das pastas no uso de verbas carimbadas.
• Mais "dindim"
Embora tenha guardado os dados a sete chaves, a pasta de Finanças acaba revelando, nos extratos, que o saldo permaneceu durante quase todo o mês de dezembro de 2003. Em 31/12/2003 o saldo foi de R$ 14,5 milhões, sendo R$ 11,2 milhões nas contas vinculadas.
• Verba da merenda
A prefeitura não revela, mas uma boa fatia desse saldo é de verba que deveria ser consumida com a merenda escolar. E olha que o Executivo passou quase o ano todo justificando que os pagamentos adiantados aos fornecedores eram necessários para não ter que devolver a verba. E agora, devolveu?