“Bandejada”
Candidaturas em profusão. Assim tem sido o começo deste ano eleitoral. Ontem, o PPS e o PTB trataram de adicionar “somente” mais quatro nomes ao rol dos prefeitáveis. Foram lançados “oficialmente” no tabuleiro os cidadãos Antonio Marsola (chefe de Gabinete do prefeito) e Eliane Fetter Telles Nunes (ex-secretária da Saúde), pelo PPS, e os vereadores Milton Dota Júnior e Pastor Luiz, pelo PTB.
Jogo de bola
Desta forma, já dá para fazer um jogo de futebol de campo com todos os pré-candidatos, com onze para cada lado e ainda alguns reservas. Claro que a maioria não sobreviverá até o período de afunilamento do processo eleitoral, com a proximidade das convenções. Mas o que já deu para notar é que há uma tendência de muitos candidatos no primeiro turno.
“Chapão” nilsista
Os quatro nomes definidos pelo PPS e pelo PTB fazem parte do chamado “chapão”, que terá, além dos dois partidos, o PC do B e o PAN. Trata-se do grupo que apóia o prefeito Nilson Costa (PTB). Eles podem receber o reforço do PMDB, caso o “noivado” dos peemedebistas com o PT acabe. De qualquer forma, a posição do PMDB até agora é a de ter candidato próprio.
PMDB com PT
O PMDB quer ouvir da própria direção local do PT o que leu no JC de ontem, ou seja, que a aliança preferencial dos petistas - pelo menos na opinião pessoal de Estela Almagro e de José Carlos Batata - é com o ex-deputado Tuga Angerami (PDT). Por isso, foi marcada uma reunião para amanhã, em horário e local secretos, olho no olho, cara a cara.
Sempre juntos
Na reunião realizada ontem de manhã na casa do ex-vereador Rogério Medina, a direção do PTB definiu que seus três vereadores devem estar presentes em qualquer reunião ou discussão. Milton Dota Jr. diz que a iniciativa pretende que ele, Pastor Luiz e José Humberto Santana estejam sempre unidos para evitar conversas isoladas, fofocas e conchavos. Pelo menos até a eleição...
Aval à Emdurb
Já na reunião do PPS, da qual apenas Zito participou, dentre os vereadores, o partido decidiu orientar sua bancada a votar favoravelmente ao projeto de lei que faz da prefeitura avalista da Emdurb na renegociação de uma dívida de R$ 2,2 milhões para com o FGTS. O PPS também definiu grupos para elaborar seu plano de governo.
Dilema do esgoto
Uma das consequências da rejeição do projeto que avaliza a Emdurb, a ser votado na sessão de amanhã, está na página 4 da edição de hoje. O Instituto Vidágua e o promotor do Meio Ambiente, Luiz Sciuli de Castro, alertam para o prazo final (junho) dado à prefeitura para o início das obras do tratamento de esgoto. O governo argumenta que precisa, por lei, regularizar a situação da Emdurb para poder obter um empréstimo da CEF para o tratamento do esgoto.
Sem paixões
Os vereadores deverão levar este assunto muito a sério, analisando todas as facetas do caso, desapaixonadamente e sem radicalismo partidário, para poder chegar a uma conclusão que seja aquela que prioriza os interesses da cidade. Caso contrário, as repercussões serão terríveis e a cobrança virá imediatamente nas urnas e nas ruas.