O Consórcio Intermunicipal Tietê-Paraná foi criado em 1989 e sua sede é em Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru). O consórcio tem 62 municípios associados, embora existam 88 municípios diretamente ligados com as margens dos lagos. Os prefeitos de todas essas cidades serão convocados a discutir com o governo estadual o turismo náutico de água doce, avisa o secretário executivo de turismo, Marco Antonio Castello Branco. Ele acredita que até o final deste ano será possível implantar o projeto em estudo.
A primeira tarefa que será exigida dos municípios é a coleta e o tratamento do esgoto, segundo ele. “Os prefeitos serão chamados para que, em conjunto com a iniciativa privada, dentro de sua cidade, façam uma série de ações para o desenvolvimento econômico. A construção de um píer é o primeiro passo.”
Cada município tem as suas particularidades. “Vamos fazer cerca de quatro reuniões com os prefeitos para que eles tomem conhecimento do nosso projeto e comecem a preparar o seu município para o turismo.”
O turismo náutico é algo perene e não sazonal. “Quando São Paulo descobrir a hidrovia Tietê-Paraná, a situação vai mudar. A nossa parte, a organização e divulgação, nós vamos fazer.”
Ele aposta no mapa turístico para o desenvolvimento econômico das cidades “ribeirinhas”. “Nossa equipe de trabalho inclui três secretarias: a do Transporte, Turismo e Meio Ambiente. O assessor de projetos especiais, professor Wagner Ferreira, está desenvolvendo o mapa turístico, que será um verdadeiro guia do turista.”
Nos moldes dos mapas distribuídos e vendidos no Exterior, o turismo da hidrovia Tietê-Paraná será mostrado no mapa a ser desenvolvido pelo assessor especial do Estado. Com fotos e ilustrações, ele servirá para orientar o turista brasileiro e estrangeiro, conta o mentor do projeto, Wagner Ferreira.
Ele explica que a idéia é reunir os prefeitos, num primeiro momento, e saber deles o que cada município tem de bom para ser explorado pelo turismo. “Os prefeitos estão interessados porque cabe à secretaria mostrar o caminho, mas quem conhece o município é quem está nele. As prefeituras têm uma responsabilidade muito grande de apontar lugares de interesse.”
De acordo com o professor, na Europa, os mapas mostram passeios de um dia e de até uma semana nos barcos. “Pretendemos criar um mapa que o turista possa consultar para fazer os passeios que lhe convier. Nele estará contido os píers, as hospedagens, onde há assistência médica, assistência mecânica para as embarcações, agentes de turismo para orientar os turistas, tipos de artesanato, comércio, passeios terrestres, pesca etc.”
Ele frisa que, de Barra Bonita (68 quilômetros a Sudeste de Bauru), de onde provavelmente sairão os passeios, até o Paraná, cada município tem suas próprias características. “Nessa região tem uma cachaça fantástica, podemos fazer a rota da cachaça. Tem uma cidade que é pólo calçadista. Tem a capital do bordado.”