A leptospirose é outra zoonose que preocupa as autoridades sanitárias do Brasil, especialmente no período das chuvas. A doença é provocada por uma bactéria existente na urina do rato contaminado e desenvolve-se principalmente em áreas de urbanização precária, com deficiências de infra-estrutura sanitária.
Segundo a Agência Saúde, cerca de 3 mil pessoas contráem leptospirose todos os anos no Brasil, sendo que 12% das vítimas morrem. “O governo quer reduzir o índice e tem trabalhado na capacitação da classe médica para melhorar o atendimento”, informa.
Também transmitida por ratos (silvestres), a hantavirose é muito comum em regiões rurais do Brasil. A contaminação pode ocorrer quando a pessoa entra em casas fechadas ou paióis e aspiram poeira contaminada por fezes, urina ou saliva dos roedores infectados.
“No Brasil, a forma mais grave da doença é a Síndrome Pulmonar por Hantavírus, registrada pela primeira vez no País em 1993, em São Paulo. Desde então, detectou-se a doença em outros Estados”, informa o ministério.
Os sintomas incluem febre e dificuldade respiratória que pode levar à morte. Por ser uma doença nova no Brasil, o governo tem investido na capacitação de profissionais para o diagnóstico, vigilância e tratamento. Não existe vacina contra a doença.
Outra meta do Ministério da Saúde é controlar a doença de Chagas. Para isso, o governo tem intensificado o combate ao barbeiro, vetor de transmissão da doença que recebeu esse nome por seu hábito de sugar o rosto das pessoas enquanto elas dormem. Quando a tinge a fase crônica, a doença causa alterações no coração e no sistema digestivo.
Originária da África, a febre do Oeste do Nilo apareceu pela primeira vez nas Américas em 1999. Na época, sete pessoas morreram vítiams da doença em Nova York. Aves migratórias contaminadas têm ajudado a espaçhar a febre pelo planeta. O paciente sofre dores de cabeça, febre e crises de vômito.
Segundo assessoria de imprensa, o Brasil não registrou nenhum caso da doença, porém, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Agricultura, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e universidades vêm monitorando as aves migratórias com exames específicos.