09 de julho de 2026
Polícia

Menino é ferido por bala perdida em festa

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Uma bala perdida atingiu um menino de 11 anos que brincava com outras crianças durante uma festa de aniversário realizada num condomínio da região Sudeste de Bauru. Embora o ferimento tenha ocorrido no sábado à tarde, somente ontem o projétil foi retirado do corpo do garoto, que foi ferido levemente.

O 4.º Distrito Policial (DP) e a equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) vão investigar as circunstâncias em que o disparo ocorreu a fim de localizar o autor.

De acordo com o delegado do 4º DP, Dinair José da Silva, um inquérito será aberto para apurar o caso. Ele não descarta a possibilidade de fazer uma reconstituição da ocorrência, assim que o menino estiver completamente recuperado da pequena cirurgia a que foi submetido ontem.

Porém, consta no registro policial que nenhum dos presentes na festa ouviu disparo de arma de fogo, no momento em que o garoto queixou-se do ferimento na altura da cintura.

“Nós estávamos fazendo um churrasquinho (num quiosque localizado na área de lazer do condomínio), quando ele (o menino) mostrou o machucado. Ele disse que haviam jogado uma pedra nele. A camiseta estava manchada, mas o ferimento era pequeno e sangrava pouco”, lembra Marcelo Carrara, pai do aniversariante.

O filho dele, além de ser vizinho da vítima, estuda na mesma escola. Segundo Carrara, o garoto foi levado para casa e não retornou mais à festa.

“Eu pedi para ele tomar banho para depois eu passar um anti-séptico, mas uma amiguinho dele foi até minha casa e disse que o ferimento poderia ser sido provocado por um chumbinho. Fiquei preocupada e o levei ao hospital”, conta a mãe da vítima. Ela e filho pediram para ter o nome preservado para evitar constrangimentos.

Ela conta que suas pernas amoleceram quando soube no hospital que um projétil de arma de fogo (de calibre 22 ou 32) tinha atingido seu único filho.

“A gente pensa que essas coisas só acontecem em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em favelas. A sorte é que ele não é magro, se fosse, o ferimento poderia ser grave. Agora estou preocupada (em deixá-lo brincar no condomínio). Quem está armado, continua armado”, adverte.

A mesma preocupação demonstra Carrara e outros moradores do condomínio que souberam do acontecido. Por essa razão, o síndico do condomínio, Silvio Rybezynski, reunirá os porteiros para reforçar a necessidade de identificar os visitantes. Quem não é morador tem de apresentar o documento de identidade e informar o bloco onde vai, antes de entrar no condomínio.

“Vamos aguardar as investigações policiais para estudar outras providências. Estou preocupado”, diz. Mas como o tiro não foi ouvido e o ferimento foi leve, talvez a bala tenha vindo de longe, pondera o comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, capitão Benedito Roberto Meira. No entanto, ele explica que se o cartucho de projéteis for velho e foi mal acondicionado, a bala perde potencial de explosão, mesmo se disparada próximo do alvo.

A resposta para os questionamentos balísticos sairá uma semana após o inicio do trabalho da Polícia Científica, informa o diretor regional do IML, Ivan Segura. Porém, até ontem à tarde, a vítima ainda não tinha havia se submetido aos exames no instituto.

Caso a perícia ajude a identificar o autor do disparo, ele poderá responder por lesão corporal ou até tentativa de homicídio.