O vigia Evandro da Silva Rodrigues foi condenado anteontem há 18 anos de prisão por ter matado a pedradas Maria Fátima Morijo, em agosto de 2001.
Na época, ele trabalhava na antiga fábrica da Companhia Cervejaria Antárctica, localizada na quadra 8 da rua Marcondes Salgado, local onde o crime aconteceu e onde o corpo da vítima foi localizado.
O homicídio foi descoberto por um companheiro de trabalho de Rodrigues, que seguiu os vestígios de sangue deixados no prédio. A mulher, que era garota de programa, foi morta por causa de R$ 50,00. Ela se recusou a manter relações sexuais com o vigia, que estava sem dinheiro, após trocarem carícias na guarita da fábrica. A negativa dela provocou um desentendimento entre o casal.
Com um bloco de concreto que servia de peso para segurar a porta, Rodrigues a golpeou na cabeça. Depois de morta, ele a arrastou por cerca de 170 metros - onde foi encontrada sob folhagens - e voltou para casa com documentos e o relógio dela.
Pelo furto, ele foi condenado a um ano, a mesma pena estabelecida pelo crime de ocultação de cadáver. Já pela tentativa de estupro – haviam marcas de mordida no corpo dela – Rodrigues terá de cumprir dois anos de reclusão.
A pena de 14 anos foi imputada pelo júri pelo homicídio duplamente qualificado. O motivo torpe e o meio cruel do assassinato foram os qualificadores.
Como a tentativa de estupro e o homicídio são crimes hediondos, Rodrigues terá de cumprir a pena integralmente em regime fechado, informa o promotor João Henrique Ferreira. Rodrigues só terá direito de pleitear o livramento condicional quando cumprir dois terços da pena.
Com o intuito de reduzir o tempo de condenação, o advogado do vigia, Aparecido José Mola, sustentou a defesa alegando legítima defesa, lesão corporal seguida de morte e violenta emoção seguida de injusta provocação da vítima, além da inexistência da tentativa de estupro porque a vítima já estava morta.
O esperma de Rodrigues não foi localizado no corpo de Maria de Fátima, porém ele introduziu uma mangueira no ânus e na vagina dela.