08 de julho de 2026
Geral

JC na Escola e parceiros iniciam curso de informática

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 120 adolescentes entre 14 e 18 anos terão a oportunidade de se profissionalizar em informática pelo programa Degrau, que busca a formação e a colocação dos jovens no mercado de trabalho. A iniciativa é mais um dos frutos do programa JC na Escola em parceria com a Ultragás/Gás Afonso e com a escola de informática Bit Company.

Desta vez, as ações do programa saem das escolas e alcançam também os parceiros. A Ultragás/Gás Afonso montou um centro de informática em sua sede, na avenida Castelo Branco, onde os jovens terão as aulas. Ontem, representantes das cinco primeiras entidades beneficiadas com o projeto visitaram as instalações.

Sérgio Purini, coordenador do JC na Escola, explica que as entidades que participam do Degrau foram escolhidas por sorteio e que o número de adolescentes participantes será ampliado gradativamente. As primeiras beneficiadas com a iniciativa foram a Associação de Pais e Amigos do Excepcional (APAE), a Cáritas Diocesana de Bauru, a Legião Feminina e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Cranofaciais da Universidade de São Paulo, o Centrinho, além da Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes).

Segundo o supervisor comercial da Ultragás, Emerson Ângelo, a empresa ingressou nesta iniciativa através do Programa Comunidade Ativa, que já possui ações em diversas capitais do País e pela primeira vez, é aplicado em um município do Interior.

“A intenção da Ultragás, na parceria com o JC na Escola e o Degrau, é trazer projetos sociais da companhia, de nível nacional, para Bauru. O centro de informática é uma iniciativa pioneira para o Comunidade Ativa. Nosso maior interesse é com o social, em dar esta parcela de ajuda às crianças e jovens que precisam”, diz.

As turmas, com 24 alunos cada, terão aulas de segunda à sexta, sempre no horário oposto ao da escola que os adolescentes freqüentam. O centro de informática possui 12 computadores conectados em rede e com a Internet, que vão possibilitar aos alunos não só aprender a utilizar ferramentas e programas básicos, como também fazer pesquisas e tomar contato com tudo o que a rede mundial de computadores e a tecnologia pode oferecer.

“Também teremos uma Praça de Leitura JC e uma biblioteca no local. Além disso, a sala vai estar aberta à comunidade. Queremos que este local tenha uma vida independente da empresa, aberto para as famílias e para outros estudantes”, afirma Purini.

Na opinião de Kelen Cristina Caldeira Bento, que é da divisão de preparação e acesso ao mercado de trabalho da Sebes, a iniciativa vai suprir a demanda de adolescentes carentes que gostariam de se profissionalizar. “Eles estão fora do mercado de trabalho e não têm condições de pagar um curso particular. Esta será uma oportunidade maior para a cidade”, ressalta.

A psicóloga Élcia Terezinha Rodrigues, que atua na Cáritas Diocesana, aponta que os jovens que participarem do curso profissionalizante terão uma promessa de futuro muito mais próxima do que os que ainda não conseguiram uma oportunidade. “O curso será o primeiro passo para muitos deles, e a Cáritas se empolga em trabalhar com o primeiro emprego porque o projeto promete e também tem ações, como esta iniciativa da Ultragás”, aponta.

Hermínia Furtado, psicóloga da Legião Feminina, explica que a entidade já atua com cursos de formação profissional há mais de 30 anos, mas que existe défcit em programação de cursos de informática. “Tentamos até pagar escolas para atender toda a demanda, e isto onera a entidade. O centro de informática vai ajudar muito e fazer a cidade crescer, pois com o tempo, todas as entidades e todas as regiões de Bauru serão beneficiadas”, indica.

Purini enfatiza que a parceria com a escola Bit Company vai proporcionar aos alunos a certificação do curso. “O curso terá aproximadamente sete meses, com 560 horas. Esta parceria vai garantir a realização do curso e a futura colocação deste pessoal no mercado de trabalho”, diz o coordenador do JC na Escola.

O centro de infortmática estará aberto aos adolescentes participantes a partir de março e as aulas terão seu início regulamentado na primeira semana de abril. “Se tudo for formatado como imaginamos, os resultados devem acontecer a curto prazo, e ainda teremos base para expandir a iniciativa”, conclui Ângelo.