08 de julho de 2026
Bairros

Loteamento pode amenizar problema

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Nem só de grandes obras é composto o sistema de drenagem que a administração municipal prevê para Bauru. Uma medida que não implica em grandes custos é a implantação de piscininhas nos novos loteamentos da cidade.

Trata-se de uma exigência que já está sendo cobrada pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) dos novos loteadores. Caso eles não apresentem sistema próprio de drenagem, o loteamento não é aprovado.

As primeiras piscininhas - nos bairros Tívoli 2, Ilha de Capri, Villágio 2 e 3 e Quinta Ranieri - já estão funcionando. Elas têm a função de drenar a água do bairro, que é recolhida por galerias e descarregada nas piscininhas. Aos poucos, tubos de calibre menor liberam a água para a rede, afastando o risco de congestioná-la. A água fica represada por um período.

A estrutura do sistema é bastante simples. Assemelha-se a uma piscina, mas é recoberta com grama e pode ser utilizada como espaço de lazer em épocas de estiagem.

Outra possibilidade à qual a Seplan ainda não aderiu, mas que está sendo estudada, é a implantação de sistema próprio de drenagem nos lotes, ou seja, em casas ou estabelecimentos comerciais.

A partir da construção, o proprietário do lote seria obrigado a fazer uma piscininha de retenção de água. A água seria jogada em um tanque do tamanho de uma caixa d’água de 1.000 litros, que estaria enterrada. Aos poucos, ela seria liberada para a rede pública.

“Se todos os lotes tivessem isso, a gente não teria problemas de enchente. O problema é que os lotes não têm”, destaca Maria Helena Rigitano, coordenadora da comissão elaboradora do Plano Diretor.

As ressalvas devem-se à qualidade do solo de Bauru, que é arenoso. Não se sabe se ele comportaria o sistema, prejudicando a estrutura das casas.

“Eu ainda questiono a implantação imediata em Bauru. Eu acho que a gente deve ter um estudo mais aprofundado sobre as exigências para cada piscininha”,expõe.