08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Direito do idoso


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A maioria da pessoas com 60 anos ou mais (e até menos) estão já desencantados e quando saem de casa é para ir a vários médicos, pronto-socorros, centros de cura e curandeiros. Já dói tudo. Problemas de coluna, nervo ciático, pernas travadas, inchadas, ulcerosas, labirintite, zunido nos ouvidos, dores de cabeça, náuseas, dores de estômago por úlceras e gastrites (envelhecer é uma indignidade física e mental, mas necessária para a renovação, eu sei, eu sei). Não dá pra se enganar, a partir dos 60 é a velhice que chegou. E você é um idoso. E tem depressão, ansiedade, síndrome do pânico e várias fobias, principalmente agorafobia, que o aprisiona dentro de casa com medo de sair à rua, medo de gente, de rua, de barulho, de chuva, da vida! E tem o terrível desencanto.

Isso para os poucos que sobrevivem, pois a maioria já passou desta vida. Outros estão presos em camas, em hospitais, inválidos. E os sobreviventes têm de sair pra cuidar dessa precária vida. Mas os ônibus circulares são caros e, apesar da nova lei, muitos insistem no limite de 65 anos. Ora! Ora! 65, aí já pode ser muito tarde para algum privilégio. A não ser para alguns mais resistentes. Então é necessário o passe livre para o idoso de 60 para cima (ou para baixo!?). Ele não quer passear, não. Ele precisa se tratar e sair para consultas médicas e horas em filas e consultórios médicos.

Os que ainda vivem aos 60 clamam por esse benefício que empresas negam, com veementes explicações. E o caso todo é apenas de mais e mais dinheiro, apenas isso. Como um pingo d’água, exponho meu relato, esperando providências para o idoso, de fato.

Hesso A. Maciel - RG 4.161.922