A possibilidade de desativação da Cadeia Pública de Pirajuí (55 quilômetros a Noroeste de Bauru) está interferindo na implantação de qualquer trabalho voluntário com os presos. A opinião é do delegado titular da cidade, Ricardo Silva Dias.
Ele explica que a cadeia pode ser desativada. “Com a instalação do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, a intenção era desativar todas as cadeias da região. Aqui ainda não há nada definido, mas a quantidade de presos, que no ano passado chegou a 50, reduziu bastante. Hoje temos 16.”
Dias conta que algumas igrejas evangélicas chegaram a procurá-lo para prestar serviços de evangelização junto aos presos. “Eu autorizei e duas delas vieram poucas vezes e desistiram. Não sei se a receptividade dos presos não foi boa, ou se as igrejas souberam que a cadeia podia ser desativada e desistiram.”
Apesar de não ter nada em vista, ele diz que está aberto ao diálogo com as entidades que queiram trabalhar com os presos. “Todos que me procuram eu aviso que não tenho o prognóstico da desativação, por isso, o trabalho não pode ser a longo prazo.”