08 de julho de 2026
Regional

Lençóis reduz mortalidade infantil em 2003

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - Em 2003, apenas quatro crianças menores de 1 ano morreram em Lençóis Paulista (43 quilômetros a Sudeste de Bauru). É o mais baixo índice na história da saúde pública da cidade, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura.

“Tivemos quatro óbitos de menores de 1 ano para cerca de 750 nascidos vivos. Isso significa um índice de mortalidade infantil, no ano passado, de 5,16 em cada 1.000 nascidos vivos. Índices que só vemos em países de primeiro mundo”, comparou o eufórico vice-prefeito e diretor de Saúde, Norberto Pompermayer.

Segundo ele, os quatro casos registrados foram inevitáveis. Ou seja, são crianças que nasceram prematuras ou com má formação.

O diretor de Saúde disse que a queda no índice de mortalidade infantil já era esperado. Na opinião dele, o resultado é uma consequência dos investimentos em saneamento básico, saúde e na conscientização da população.

“Há quatro anos, a taxa de mortalidade era de 17 para cada grupo de 1.000 crianças nascidas vivas. Em 2001, ficou em 15 e, em 2002, foi de 12”, relembrou.

Pompermayer informou ainda que o índice de mortalidade materna no município é zero, pelo terceiro ano consecutivo.

De acordo com os números exibidos pela diretoria, o investimento na área da Saúde, no ano passado, foi de R$ 6,5 milhões, o que correspondeu a 15,04% do orçamento do município.

Ainda este ano, segundo a assessoria, o município usará o Programa de Modernização da Administração Tributária (PMAT), financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para informatizar o atendimento na área da Saúde.

Todas as unidades básicas de saúde serão integradas em um mesmo sistema e cada usuário terá seu prontuário eletrônico, que poderá ser acessado de qualquer ponto de atendimento.

Balanço

Segundo dados da Diretoria de Saúde, em 2003, foram realizadas 4.709 consultas obstétricas e mais de 24 mil pediátricas. Todas as unidades básicas de saúde, juntas inclusive o Pronto-Socorro, realizaram cerca de 770 mil atendimentos em consultas, exames, atendimento odontológico, entre outros.

O número de consultas médias foi superior a 160 mil. As mais procuradas pelos usuários da rede de saúde pública foram as especialidades de clínica geral, pediatria e ginecologia.

No Pronto-Socorro foram realizados mais de 50 mil atendimentos no ano de 2003. “Este é um número que precisamos diminuir. Muitas dessas consultas não são de urgência ou emergência”, disse Pompermayer.