11 de julho de 2026
Polícia

Lanchonetes da região central são autuadas pela Vigilância Sanitária

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Massas deterioradas, carnes e recheios mal acondicionados, salgados prontos já vencidos e insetos mortos. Além dos indícios de irregularidades na documentação, a fiscalização em estabelecimentos de imigrantes no Centro da cidade ontem encontrou também diversas lanchonetes em condições sanitárias extremamente repugnantes.

Marisa Grazziano, chefe da seção de Controle de Gêneros Alimentícios da Vigilância Sanitária, comenta que duas lanchonetes foram autuadas durante a operação. Em uma pastelaria da quadra 1 do Calçadão da Batista, os agentes localizaram um freezer fora do estabelecimento e, conseqüentemente, da área de manipulação dos alimentos.

“Ele deveria estar num local com piso cerâmico e azulejo, com porta equipada com tela e mola. Além disso, o freezer está todo enferrujado, sem condições de acondicionar os alimentos”, aponta Marisa.

Dentro do equipamento, os fiscais encontraram produtos como queijo, presunto e um preparado de carne que não estavam embalados adequadamente nem identificados. Havia ainda um pote com pasta de palmito sem tampa e massa para salgado já envelhecida. “O problema é o freezer que não tem condições de acondicionar corretamente os produtos. Os produtos foram inutilizados e amanhã (hoje), os agentes já vão voltar no local para verificar se houve mudanças. Se não, o freezer será lacrado”, garante a chefe do Controle de Gêneros Alimentícios.

Em outra lanchonete, na quadra 5 da rua 1.º de Agosto, os agentes sanitários encontraram baratas mortas e fezes de ratos próximos ao local de acondicionamento dos alimentos. O proprietário do estabelecimento, de origem chinesa, não quis conversar com a reportagem do JC, apesar de entender e falar português.

“Estas lanchonetes receberam o auto de infração e têm uma semana para limpar e deixar o local em ordem. Se na nova fiscalização os agentes verificarem que a situação não se alterou, é aplicada multa de R$ 491,85, ou em dobro, no caso dos reincidentes”, conclui Marisa.