O Sítio Matão foi o escolhido para a primeira visita técnica do Programa de Desenvolvimento da Pecuária de Corte, implantado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), em Arealva. No último mês, os seis produtores rurais que participam do programa conheceram a propriedade das irmãs Juliana e Andréa Nascimento, com o acompanhamento do zootecnista e coordenador do programa André Cláudio Anastásio.
O programa é uma parceria do Sebrae-SP com o Sindicato Rural de Arealva, Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e entidades privadas e visa promover o desenvolvimento do agronegócio na região através da capacitação dos pecuaristas em técnicas de organização empresarial, gestão e tecnologias que possam tornar a atividade fonte de renda segura aos produtores.
“Queremos formar um grupo de dez pessoas, para que todas tenham a mesma base de conhecimento técnico e de gerenciamento da propriedade rural, desde o planejamento dos custos à previsão de lucros”, explica Anastásio.
O grupo existe desde outubro do ano passado. O cronograma de atividades inclui, além das visitas as propriedades, cursos de gestão, palestras técnicas e visitas monitoradas por professores da Unesp. O programa tem duração de dois anos, com o objetivo de capacitar os produtores a dirigir seu agronegócio.
Cada produtor do grupo trata a atividade pecuária de uma maneira. Para alguns, ela é a única fonte de renda, como é o caso de Isaías Aparecido da Silva. Para outros, como é o caso de José Maia, é o complemento da renda da família, que cria gado de leite. Aparecido Luiz Piscoloti engorda o gado há mais de 30 anos, mas foi pelas hortaliças a sua escolha de agronegócio.
A despeito das diferenças, Anastásio observa que o objetivo é um só: lucros na produção. “Cada um tem que respeitar as características da propriedade, do solo e dos animais, e buscar a maior produtividade dentro das suas condições”, explica o coordenador.
O comprometimento em participar das atividades semanais do grupo é o único investimento dos produtores. Não há custos adicionais. “A carência de informações técnicas na região nos fez errar muito e prejudicou a criação de corte. Além de incentivar a produção, o acompanhamento constante diminui os erros”, afirma o produtor José Maia.
Troca de experiência
Durante a visita técnica no Sítio Matão, os produtores puderam trocar experiências e tirar dúvidas técnicas sobre pastagens, suplementação e acabamento de carcaça. O encontro foi a base para que cada produtor pensasse na melhor forma de cuidar do seu rebanho.
O Sítio Matão é de propriedade da família Nascimento há 40 anos. No entanto, até 2001 a terra estava arrendada para a cafeicultura e por isso, a qualidade do solo é uma das principais preocupações das proprietárias. “A adubação pode ser feita com 100 quilos de nitrogênio por hectare”, indica o zootecnista.
São 25 alqueires, forrados com braquiarão. Animais nelore, cruzados e cruzamento industrial de simental e nelore fazem o pastejo rotacionado em sete piquetes. Em 2003 foram abatidos 49 animais com 30 meses, pesando em média 17 arrobas. Considerando a pouca experiência, a produtora Andréa Nascimento considera o resultado bom, mas garante que a expectativa é aumentar a produtividade. “O primeiro passo já foi dado”, diz.
• Serviço
Outras informações podem ser obtidas com o técnico do Sebrae-SP responsável pelo programa, André Anastásio. O telefone é (14) 3227-9190.