08 de julho de 2026
Geral

Intercâmbio está com inscrição aberta

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Está em cima da hora o prazo para quem deseja fazer intercâmbio no Exterior pelo Rotary Club. Até o dia 12 de março, a distrital de Bauru recebe inscrições para o programa, que é aberto a toda a comunidade. As exigências são: ter nascido a partir de janeiro de 1988, ter concluído o ensino fundamental, residir em algum dos municípios abrangidos pelo distrito de Bauru e aceitar receber um estrangeiro em sua casa.

No dia 5 de março, o Rotary Bauru faz uma reunião para apresentar o programa aos interessados. “A oportunidade é agora. E a reunião vai apenas informar, sem compromisso nenhum”, afirma Rachel Baleari, oficial de intercâmbio do Rotary Bauru Aeroporto.

Atualmente, 55 jovens do distrito de Bauru estão em outros países fazendo intercâmbio, com permanência média de um ano em casas de família. De acordo com Rachel, o custo da viagem é de aproximadamente 20% do que seria gasto em um intercâmbio de outro tipo. No mundo, há atualmente cerca de 9 mil jovens participando de intercâmbios do Rotary.

“Os intercambistas vão conhecer novas culturas, e o que a gente conhece, a gente não briga contra. Essa é a nossa filosofia”, afirma o chairman do Rotary Bauru, Francisco Ferro. Segundo ele, o conhecimento da língua estrangeira acaba se tornando um item secundário durante as viagens. “Esses jovens são preparados para serem ‘embaixadores’ de seus países”, diz.

Experiência

Bauru está hospedando seis intercambistas atualmente. No distrito, são mais de 40. Aqui eles estudam, viajam e aprendem a para eles difícil língua portuguesa. Embora o Brasil não esteja entre os principais países na preferência dos jovens estrangeiros quando deixam sua terra, após um tempo aqui, ninguém mais quer ir embora.

A dinamarquesa Louise Ramhoej, 17 anos, conta que há cerca de 25 conterrâneos dela no Brasil. Destes, menos de cinco tinham o País como primeira opção. “Eles não queriam vir para cá, mas depois fica sendo o melhor país do mundo”, diz ela, que “adorou” a Amazônia e a Chapada Diamantina.

Kallol Shah, 16 anos, veio da Índia há sete meses. Neste período já visitou a Amazônia, o Pantanal e desfilou no Carnaval do Rio da Janeiro pela Caprichosos de Pilares. “O que eu mais gosto são as pessoas e a comida”, afirma.

Apesar do Brasil se mostrar uma agradável surpresa para alguns jovens, outros fizeram questão de vir para cá, como o alemão Christian Miercke. Segundo ele, a escolha foi fácil: “Os Estados Unidos não tem muita coisa da cultura para aprender, a Europa eu já viajei inteira, outros lugares que falam em inglês eu não queria, porque já falo mais ou menos”, conta. “Estou curtindo muito”. O objetivo dele é, no futuro, trabalhar na Alemanha utilizando a língua portuguesa.

O australiano Rhys Hank Lloyd, 17 anos, chegou ao Brasil em janeiro e ainda entende e fala muito pouco o português. “A língua é muito diferente, está sendo um pouco díficil no começo”, diz. Lloyd está matriculado como aluno especial no curso de sistemas de informação da Universidade do Sagrado Coração (USC), uma das parceiras do Rotary nesse projeto. O australiano conta que o Brasil também foi sua primeira opção: “Eu já conhecia um pessoal do Brasil antes de vir para cá, eles são muito simpáticos”, afirma.

Serviço

Para outras informações sobre o intercâmbio do Rotary Club, os telefones são (14) 3223-0700, com Rachel, ou (14) 3234-2226, com Francisco Ferro.