30 de maio de 2026
Bairros

Projeto prevê conclusão do viaduto

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 5 min

Entre as obras de sistema viário previstas para o novo Plano Diretor, está a conclusão do polêmico viaduto inacabado que ligaria a avenida Nuno de Assis à avenida Alfredo Maia. A proposta prevê também o prolongamento da avenida Nuno de Assis, a continuação da avenida Nações Unidas Norte e a duplicação da avenida Comendador José da Silva Martha.

Duas das obras consideradas mais importantes no plano viário de Bauru, entretanto, e que beneficiariam diversos bairros, são as avenidas Água Comprida e Água do Sobrado.

De acordo com Maria Helena Rigitano, coordenadora da comissão elaboradora do Plano Diretor, o viaduto não está condenado, embora as obras tenham sido interrompidas já há alguns anos. Apenas pode ser necessária a troca de ferragens para continuar os trabalhos.

Maria Helena explica que o término do viaduto implica no aumento do tamanho da Praça Espanha, onde ele desembocaria. “Não dá para ignorá-lo. Já que foi iniciado, precisamos concluí-lo”, expõe.

Na época em que o viaduto foi iniciado, a idéia era fazer outro viaduto sobre aquele que foi iniciado, que ligaria o Jardim Bela Vista à avenida Rodrigues Alves. Essa obra foi descartada para evitar muito impacto na região central da cidade.

A obra foi iniciada na gestão do ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB), em 1996, ocasião em que foi feito empréstimo de R$ 10 milhões junto ao Banco Chase Manhattan para financiamento da obra. Posteriormente, a obra foi paralisada.

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Para a arquiteta Maria Helena, um dos pontos críticos da cidade no que refere-se a acesso é a região do Parque Vista Alegre, Parque São Geraldo, Vila Garcia e Jardim TV. As opções, consideradas insuficientes, são a avenida Jânio Quadros ou a rodovia Marechal Rondon.

Ela acredita que a continuação da avenida Nações Unidas Norte, que iria até a rodovia Bauru-Marília, solucionaria esse problema, captando o fluxo dos bairros para a avenida Nuno de Assis. A administração municipal espera firmar parceria com o governo estadual para realização da obra, com caráter de acesso rodoviário à cidade.

Outro problema apontado pela coordenadora da comissão é a região nordeste da cidade, que abrange os bairros Vila São Paulo, Pousada da Esperança e Colina Verde. Por falta de opções, a população utiliza a rodovia Bauru-Iacanga para o fluxo urbano.

Por esse motivo, foi detectada a necessidade de construção de marginais da rodovia Bauru-Iacanga. Na opinião da arquiteta, a rodovia Marechal Rondon também precisa de marginais em determinados trechos, assim como mais alças de acesso à cidade.

O plano viário também deve atender a outra reivindicação antiga da população: a ligação entre o Jardim Flórida e o Núcleo Bauru 2000, sobre o córrego do Barreirinho.

Na região do Núcleo Geisel, além da duplicação da avenida Edmundo Coube, que liga o Hospital Estadual à Universidade Estadual Paulista (Unesp) - e que deve ser iniciada em breve com recursos estaduais e municipais -, está prevista a ligação do câmpus da universidade com a avenida Getúlio Vargas.

“É uma distância superpequena. Usaríamos uma rua de um loteamento que ainda não foi implantado e que hoje é de terra. Assim, as pessoas não precisam usar a rodovia”, explica Maria Helena.

Além disso, a administração municipal quer fazer adaptações na rua Lúcio Luciano, aumentando sua largura e ligando-a do Núcleo Geisel à avenida Rodrigues Alves, passando pela região do Núcleo Pastor Arlindo, Núcleo José Regino e Bauru 25.

“Vai permitir a ligação do Distrito Industrial com outras regiões. Hoje, a Lúcio Luciano vai do Geisel à Cruzeiro do Sul. Depois, é necessário pegar ruas quebradas”, explica a arquiteta.

A duplicação dos trechos de pista simples da avenida Comendador José da Silva Martha é outro projeto. Além disso, ela deve ter um acesso direto para a avenida Castelo Branco. Seria uma alternativa para que as pessoas que vêm de Piratininga, por exemplo, não tenham que passar necessariamente pela avenida Castelo Branco.

A avenida José Vicente Aiello, que liga a Comendador José da Silva Martha à rodovia Bauru-Ipaussu (na altura do residencial Lago Sul), deve ser duplicada. Hoje, ela é uma estrada vicinal de terra mas, se depender dos projetos da prefeitura, deve ganhar canteiro central, calçamento e ciclovia.

Para quem mora na região da Vila Dutra, Vila Industrial, Parque Santa Cândida, Núcleo Edson Francisco Silva e Núcleo Nova Esperança, a boa notícia é a duplicação da Elias Miguel Maluf. Hoje, ela é uma rodovia e pertence ao governo estadual.

O objetivo é que o estado faça as benfeitorias de duplicação, calçamento e iluminação pública. Só então a Prefeitura de Bauru receberia a via como avenida, incorporando-a ao perímetro urbano da cidade.

Outro projeto que já está em andamento é o prolongamento da avenida Arnaldo de Jesus Munhoz, que liga a avenida Getúlio Vargas à rodovia Bauru-Ipaussu, passando pelos residenciais Villagio 2 e 3 e Ilha de Capri.

A avenida foi uma exigência da prefeitura para que os empreendedores pudessem iniciar a construção. Por isso, não houve ônus para os cofres municipais. “Pode ser um novo acesso à cidade, para quem vem de Ipaussu”, diz Maria Helena.

Ela afirma que é precipitado, neste momento, estabelecer quais obras são prioritárias. Apesar disso, diz que a Nações Unidas Norte é uma das obras que, pessoalmente, ela considera das mais importantes.

Nuno de Assis

Além da ligação com a avenida Alfredo Maia, através do viaduto inacabado, o plano viário prevê o prolongamento da avenida até a Comendador José da Silva Martha, passando por baixo do viaduto da avenida Duque de Caxias.

Ruas já existentes seriam aproveitadas e alargadas. Além disso, seria utilizado um trecho de linha férrea desativada. O caminho, atualmente já é utilizado por moradores da Vila São Francisco e da Vila Independência.

Outra proposta é ligar a Nuno de Assis à avenida Pinheiro Machado, na região do Parque Jaraguá e Parque Santa Edwirges. “A Pinheiro Machado começa em meio ao nada. É um acesso meio difícil”, expõe Maria Helena.