Em geral, os moradores dos bairros que seriam beneficiados com novas avenidas e acessos, de acordo com os projetos do novo Plano Diretor, aprovam as propostas. Elas trariam rapidez no deslocamento entre bairros, além de desenvolvimento para determinados setores.
É o caso de Silvio Rybezynski, morador do Parque das Camélias - região que seria contemplada com as obras do sistema viário Água Comprida. “Para a região, isso seria ótimo. É evidente. Parece que existe um projeto de fazer um parque aqui. Seria excelente”, diz.
Segundo Silvio, uma das dificuldades de quem mora no Jardim Marambá é chegar ao Núcleo Geisel. Embora os dois bairros sejam muito próximos um do outro, são separados por terreno em que há mato e um córrego.
Para chegar a outros locais, as alternativas são as avenidas Nações Unidas e Cruzeiro do Sul. “Se tivesse essa avenida (Água Comprida), o percurso para outros bairros ficaria mais rápido. Seria uma beleza para a região”, enfatiza o morador.
Silvio afirma que a avenida facilitaria o percurso de quem vai diariamente ao câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Com essa avenida, seria praticamente direto”, reforça.
O morador comenta, ainda, que o terreno, nas atuais condições em que se encontra, é muito perigoso porque não tem iluminação. “Qualquer coisa policial que aconteça, uma pessoa pode se esconder ali”, reclama.
Para o funcionário público Luiz Vicentini Neto, que mora no Jardim Carolina e trabalha no Jardim Redentor, a avenida Água Comprida também traria benefícios. “Eu acho que é válido. Temos acesso mas, se fizer uma avenida assim, ficaria melhor”, afirma.
Água do Sobrado
O sistema viário Água do Sobrado também é esperado pela comunidade da região do córrego de mesmo nome. Para José Perea Martins, morador do Jardim Terra Branca, os resultados serão positivos e devem aliviar o trânsito da avenida Castelo Branco.
“Eu acho que vai melhorar sim. Qualquer alternativa nova que você crie, só tende a desafogar o trânsito. A avenida viria a calhar para tentar solucionar esse problema (de concentração de veículos)”, diz.
José, entretanto, faz uma ressalva. Ele alerta para o problema da rotatória Chugiro Otake, onde atualmente se encontram várias avenidas e que ficaria mais sobrecarregada com a criação do sistema viário Água do Sobrado.
“Que vem da Vila Ipiranga para a cidade encontra às vezes obstáculos e o trânsito fica congestionado em cinco ou seis quarteirões. O fluxo é prejudicado naquela minirotatória. Teria que haver um estudo para desafogar”, argumenta.
“Não é só você arrumar mais vias preferenciais de escoamento bairro-cidade, cidade-bairro. Ali é um ponto de obstáculo. Então deveria haver mais alternativas”, acrescenta José.
O morador do Jardim Terra Branca acredita que outra solução para a região seria a criação da via de ligação entre as avenidas Comendador José da Silva Martha e a Castelo Branco. “Seria uma solução a curto e a médio prazo”, expõe.
Ele explica que, hoje, o acesso é feito por diversas vias. “Às vezes, para fugir um pouquinho daquele estrangulamento eu dou umas voltas e vou pela Comendador, sentido Altos da Cidade. De lá, eu vejo o que tenho que fazer”, conta.
Por esse motivo, José acredita que é urgente a necessidade de terminar as obras de duplicação da avenida Comendador José da Silva Martha.
Um dos projetos que impactaria a região do Parque Santa Edwirges é a ligação da avenida Nuno de Assis com a avenida Pinheiro Machado.
“Essa ligação é importantíssima e precisa ser feita sim. É interessantíssimo para o desenvolvimento da nossa região”, destaca Vivaldo Pereira Martins, presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Edwirges.
Ele enfatiza que o prolongamento da avenida Nações Unidas Norte, até a rodovia Bauru-Marília, seria outra obra importante para a região.
Vivaldo sugere, ainda, uma obra que não faz parte dos projetos propostos para o novo Plano Diretor. Ele diz que a avenida Rodrigues Alves, a partir da quadra 1, poderia atravessar os trilhos da ferrovia sobre o viaduto inacabado. Ela continuaria às margens do córrego da Grama, pela Vila São Manuel, Parque Jaraguá, chegando à rodovia Bauru-Marília.
“Seria bom para a região porque, atualmente, os acessos são complicados”, salienta o presidente da associação.