08 de julho de 2026
Articulistas

Escravizando espíritos


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A globalização, que não está deixando à sua distância nada de suas raízes, vem impondo à civilização a necessidade de pensar urgentemente em novas alternativas de vida, uma vez que sua normalidade depende de raciocícios e determinações que a nova cultura insinua. De forma nenhuma vem ela, então, dando autonomia e independência à iniciativa das populações, as quais, conseqüentemente, esperam que a modernidade lhes proporcione mais liberdade de atribuições e, no entanto, estão cada vez mais rigorosamente determinativas, inovando caminhos e desvios bem antagônicos dos almejados para que os progressos humanos possam acontecer no exato sentido do bem e da verdade. Note-se, por exemplo, como os governos descambam abusivamente, em nome da tal globalização, para reformas administrativas que nada resultam em benefício dos mais prementes anseios sociais, ao mesmo tempo em que as sociedades enveredam para posturas errôneas, cuja diversidade acaba, então, ditando regras aceitas e incorporadas pelas camadas em geral.

Inclusive na linguagem das pessoas interfere afrontosamente a globalidade, de maneira que até nisso notam as aglomerações humanas intercessão estranha na autonomia de seus entendimentos verbais, chegando elas à consciência de que ninguém mais vive sozinho, pois se prende ao antagonismo das dependências humanas, que não mais se condicionam apenas ao peso, altura, cor dos olhos e dos cabelos das pessoas”, assim como em tudo o mais, roupas e bens, como afirmam os que acompanham a elasticidade e a complexidade do moderno esquema imposto pelo exercício deste novo mundo, diferente a cada amanhecer e, portanto, modificando também as pessoas, porque cada vez mais violento e excludente.

Teriam as novas alternativas que se atrelar especialmente a especificações que as libertasse da maior parte das dependências que lhe são impostas em todos os ângulos da existência humana, a fim de arrancar as populações da escravidão que a globalização implantou e vai continuar implantando no novo universo. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“O choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem logo pela manhã. Salmo 30.5”.