08 de julho de 2026
Geral

Conselho de Saúde e Comissão do Meio Ambiente planejam ações educativas

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Diante da seriedade da situação que a população de Bauru vive com o aumento dos casos de leishmaniose visceral humana - ao todo foram confirmados 14 casos desde 2003 até a semana passada, além de uma morte -, a necessidade do envolvimento de entidades e organismos ligados à questão da saúde pública torna-se cada vez mais evidente.

Consultados pela reportagem, o Conselho Municipal de Saúde e a Comissão do Meio Ambiente, Higiene, Saúde e Previdência da Câmara Municipal afirmam que pretendem investir na realização de ações educativas junto à população para dar a sua colaboração no controle da leishmaniose em Bauru.

“Acredito que a sociedade também precisa ajudar, porém, há muita falta de informação. Nós (os 28 membros do conselho) vamos nos reunir com o objetivo de elaborar alguma ação educativa que possa ajudar. Além disso, o poder público tem que explicar por que as ações nessa área estão demorando tanto, afinal, a leishmaniose já havia se manifestado em 1999”, diz a coordenadora do Conselho Municipal de Saúde, Vera Maria Campos Porto.

Ela aponta a necessidade de investir no combate ao transmissor da doença, o mosquito palha. “O principal não está sendo feito, que é atacar o vetor. Por outro lado, fomos informados de que são muitas as dificuldades para fazer o controle químico. Entre elas, isso pode ocasionar mutações no mosquito Aedes aegypti (transmisor da dengue), por exemplo, torná-lo ainda mais resistente e causar um terceiro problema.”

O chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Rodrigues Gonçalves Neto, diz que nem mesmo a comissão que elaborou - juntamente com a Secretaria de Saúde do Estado - o informe técnico que é seguido para controlar a doença sabe se a aplicação de inseticida seria a solução para o problema.

A presidente da Comissão do Meio Ambiente, vereadora Majô Jandreice (PC do B), aposta nas ações educativas e em medidas conjuntas com o poder público para atacar o problema.

“Estou esperando alguns dados que solicitei ao DSC para elaborarmos algumas medidas educativas conjuntas, que na minha opinião são urgentes. Um dos grandes problemas que agravou a proliferação da leishmaniose em Bauru é a ineficiente limpeza urbana (em terrenos e na via pública em geral) que o município faz. Isso propicia a ação do mosquito transmissor da doença.”