08 de julho de 2026
Regional

Vigilante é morto a golpe de machado

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O vigilante Antônio de Moraes Gomes, 24 anos, foi morto anteontem à noite com um golpe de machado na cabeça. Ele foi encontrado, já sem vida, no banheiro da casa de um colega no Jardim Europa, em Agudos (18 quilômetros a Sudeste de Bauru).

Duas pessoas são suspeitas de terem cometido o crime. Até o fechamento desta edição, ambos ainda não haviam sido localizados pela polícia. Este é o segundo homicídio registrado este ano na cidade de Agudos.

De acordo com o proprietário da casa, o pedreiro Rubens Piemonte Faria, 37 anos, ele teria saído por volta das 17h30 para ir a um bar. Quando voltou, cerca de duas horas mais tarde, ouviu o chuveiro ligado. Ele disse ter ido até o banheiro para ver quem estava lá, já que mora sozinho na casa.

Ao abrir a porta deparou-se com a vítima caída no chão, debaixo do chuveiro, com um ferimento na cabeça e com os braços e pernas amarrados.

Ele acionou a polícia e contou que, além da vítima, também estavam na casa, quando ele saiu para ir ao bar, outras duas pessoas. Segundo ele, os três bebiam pinga e jogavam baralho.

Quando retornou, Faria encontrou apenas a vítima. O machado que supostamente foi usado no crime foi deixado na casa, com manchas de sangue.

Segundo o delegado-titular de Agudos, Eron Veríssimo Gimenez, pela forma como o corpo foi encontrado, com os pés e mãos amarrados, a vítima teria ficado completamente sem meios de defesa.

Segundo ele, os outros dois que estavam na casa são os principais suspeitos do crime e já foram devidamente identificados. Entretanto, não foram encontrados em casa e estão sendo considerados foragidos. Ambos estão com o pedido de prisão temporária decretada.

Caso fique comprovada a participação deles na morte do vigilante, ambos serão indiciados por homicídio qualificado, que é considerado crime hediondo. Se eles forem condenados poderão pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Foi aberto inquérito policial para investigar o caso. Na opinião do delegado, o inquérito é o melhor instrumento policial para se apurar um crime.

Segundo ele, foi requisitado da Polícia Técnica exames periciais cautelares dos vestígios deixados no local do crime, exame necroscópico e toxicológico da vítima.

“O real motivo do crime, nós ainda não sabemos. Eu acredito que foi uma discussão decorrente de um jogo de truco. Essa é a primeira linha que verte da investigação. Ou seja, um motivo totalmente fútil”, comentou o delegado.