09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Preço do álcool diminui mais de 10%

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Os proprietários de carro a álcool de Bauru já estão sentindo um certo alívio no bolso na hora de abastecer. Desde ontem, o litro do álcool hidratado nos postos de combustíveis da cidade caiu para valores entre R$ 0,869 e R$ 0,889, uma redução de cerca de R$ 0,10 em relação aos preços praticados no início da semana - e que vinham se arrastando desde fevereiro.

A diminuição do preço do álcool - de aproximadamente 10,5%, em média - foi resultado de uma pressão que se seguiu ao longo da semana por parte de taxistas, donos de carro a álcool e mesmo empresários do setor de combustíveis que, embora tranqüilos em relação à concorrência dentro do município, estavam perdendo mercado para postos de cidades vizinhas.

Conforme o JC divulgou na última terça-feira, o preço do álcool em Bauru estava cerca de R$ 0,11 acima do valor médio comercializado no Estado de São Paulo: R$ 0,878, de acordo com levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Apesar da redução do álcool na cidade, o preço continua sendo mais alto do que o registrado em municípios próximos ou mesmo em estabelecimentos localizados nas rodovias. Em Jaú, distante 47 quilômetros de Bauru, o litro do álcool podia ser encontrado ontem a R$ 0,58. O valor baixo, segundo fontes ligadas ao setor, seria resultado de uma intensa guerra de mercado aliada à sonegação fiscal e adulteração.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) de Bauru, Sebastião Homero Gomes, casos como o de Jaú - que está sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade - são prejudiciais para a categoria. Até ontem, quatro postos já haviam fechado no município em decorrência da disputa.

Efeito dominó

Em Bauru, a redução de preços já criou um efeito dominó nos postos de combustíveis, facilmente percebido observando faixas e placas de estabelcimentos vizinhos ostentando números semelhantes. “O efeito é o mesmo, tanto para subir quanto para baixar. A concorrência não deixa, eles acompanham na hora”, diz Homero.

Segundo o presidente do Sincopetro, no entanto, a diferença de preços entre diferentes estabelecimentos é pequena justamente porque o valor repassado pelas distribuidoras é muito semelhante entre uma companhia e outras. Para economizar alguns poucos centavos, só procurando postos mais próximos da área central da cidade. “No Centro, onde há disputa mais acirrada, é um preço. Nos bairros é outro”, declara.

Ainda de acordo com Homero, a diminuição do preço de venda repassado pelas distribuidoras não chega aos R$ 0,10. Segundo ele, o produto, que até o início da semana era comprado a um mínimo de R$ 0,64, agora chega às bombas a menos de R$ 0,58. “As distribuidoras é que controlam o mercado, tanto no álcool quanto na gasolina ou no diesel”, afirma.