08 de julho de 2026
Geral

Calouros participam de trote cidadão

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Calouros dos cursos de arquitetura e urbanismo, fonoaudiologia e odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP) participaram ontem de trotes com ações de cidadania e em colaboração com a comunidade.

Desde o início da semana, os “bixos” da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) vêm participando de uma série de atividades da Semana de Recepção dos Calouros, realizadas pelo programa USP Recicla, que promove a preservação dos recursos naturais através do reaproveitamento de materiais. Os calouros, juntamente com outros alunos da faculdade, assistiram a palestras, plantaram mudas de árvores e, anteontem à tarde, realizaram uma gincana de arrecadação de alimentos.

De acordo com a assessoria de imprensa do câmpus da USP em Bauru, as equipes que competiam na gincana conseguiram 132 quilos de alimentos, que foram doados ontem para a Sociedade Beneficente Cristã.

Comunidade

Já os estudantes veteranos do curso de arquitetura e urbanismo da Unesp planejaram uma ação de cidadania para recepcionar os novos alunos. Ontem pela manhã, eles receberam algumas orientações de segurança, primeiros socorros e preservação ambiental na sede da Associação de Moradores do Parque União e Bairros Adjacentes.

Posteriormente, os estudantes dividiram-se em duas equipes, que cuidaram da limpeza de um parque nas proximidades, onde fica a nascente de um afluente do córrego Água do Castelo, e também da pintura da sede da associação.

A universitária Tarsila Miyazato, do 2º ano do curso, foi uma das idealizadoras do trote cidadão, que teve o apoio do Corpo de Bombeiros, do Instituto Ambiental Vidágua e da Prata Construtora. Ela comenta que teve contato com iniciativas semelhantes na Capital, mas não conseguiu organizar a participação de outros cursos da Unesp na ação. “Os arquitetos mexem com espaço, com transformação e organização do espaço em benefício de algum grupo ou da comunidade. Neste caso, é a comunidade do Parque União. Queremos mostrar e conscientizar que a arquitetura não é só no papel, é na prática também”, diz.

O presidente da Associação de Moradores, Antônio Carlos Yamashita, apoiou a idéia do trote cidadão e acredita que a ação dos estudantes pode chamar a atenção da população para o abandono do parque. “Ao invés de apenas sair para as ruas pedindo dinheiro, os alunos prestam um trabalho e se integram à comunidade. O parque era para ser um cartão de visitas, mas está um pesadelo. Brigamos há anos para que ele se transforme em um bosque da comunidade e beneficie os 80 mil habitantes da região da Bela Vista, e agora, esperamos que a população tome consciência desta situação”, aponta.

Os “bixos” também aprovaram a operação e arregaçaram as mangas para trabalhar. Na opinião de Rita de Cássia Freitas Pomponet, o trote deve ser uma confraternização entre os veteranos e os novos alunos, que além das brincadeiras, pode incluir uma ação de cidadania. “Estar em uma universidade pública não é estudar para si, mas também ter uma ação social e participar do espaço social, mesmo porque nós somos financiados pela população, que paga seus impostos”, ressalta.