Ao se passar entre a região de Panorama e Presidente Epitácio, admira-se aquela área panorâmica numa planície fora do comum, com milhares de animais da raça bovina. Ao se ver aqueles animais ali vivendo sob o sol sem uma árvore em toda região, a impressão que se tem é que os donos desses animais que lhes dão tanto lucro ainda não perceberam que eles também são viventes e que merecem atenção daqueles que ficam na espera de seus crescimentos para no final proporcionar-lhes uma ótima renda.
Seria ideal que os dirigentes do Ibama estudassem a possibilidade de se criar um projeto de arborização pastoril com a inigualável araucária, o chamado pinho do Paraná, madeira de lei útil para a fabricação de móveis e também para os caixilhos para concreto, madeira essa em fase de extinção. Esse projeto pode ser idealizado com a plantação de 50 x 50m, que no final traria sombra para os animais, recuperação dessa magnífica madeira com grande lucro para o proprietário e também lhes traria grandes lucros com a própria semente, o pinhão, sem contudo ser essa arborização tida como reserva apenas.
Ao se passar pela Serra da Mantiqueira, de Lorena a Minas Gerais, nota-se que essa árvore é vista em boa proporção, que igualmente, em razão da madeira, deveriam ser aproveitadas as laterais das estradas para o plantio que, além de embelezar a natureza, ainda trará lucros futuros. Não só a mata que resolve a preservação do verde mas também o plantio dessa magnífica madeira, sabendo-se que muitas tábuas para os caixilhos para a tubulagem do concreto estão vindo do Estado do Amazonas com grande custo de frete ou carreto. Sabe-se que a extinção do pinho do Paraná teve origem na construção dos edifícios da administração federal em Brasília. Senhores administradores do Ibama: não pensem apenas nas multas pela preservação da natureza e, sim, pensem no futuro. Imaginem que maravilha seria aquela planície beira-rio Paraná se arborizada que, além do mais, em sua plantação daria emprego para aqueles sem-terra que vivem ali na margem da rodovia em rudes ranchos passando miséria quando se tem tanta oportunidade para se gerar empregos. (Dr. Carlos Sandrin - advogado)