30 de maio de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Tempo de partido

Períodos pré-eleitorais e eleitorais são magníficos para os defensores da instituição “partido político”, tendo em vista o papel que eles deveriam desempenhar, de fato, durante toda sua existência. Em épocas como esta, as agremiações (nem todas) ganham vida orgânica e uma importância tamanha que são disputadas com a vida. É que elas são o único caminho para se chegar ao poder.

Nomes da hora

Ao longo das últimas semanas, dirigentes partidários variados e partidos ganharam espaço nobre no noticiário político das cidades. Eles são os nomes da vez porque decidem. De agora até a eleição, quem está dentro não quer sair e quem está fora não pode entrar, pelo menos aqueles que desejam uma fatia no poder público, notadamente os candidatos. Os presidentes partidários se tornam verdadeiros chefes supremos de uma “nação”.

Jogo estúpido

Tem partido que ameaça vereador se ele não votar de acordo com o que deseja o comando e, o pior, para que isso se perpetue tem vereador que, para manter sua vaga de candidato na sigla, abre mão de suas convicções mais íntimas para obedecer a essa regra estúpida do jogo do poder. Este é só um exemplo de como os partidos são despóticos para uma boa parte da classe política.

“Treinamento”

Bem, voltando à realidade, ontem o PSDB realizou um “treinamento” com seus pré-candidatos a vereador, algo inédito, conforme declaração de seu presidente, Caio Coube. Palestrantes foram à sede dos tucanos falar sobre temas que podem ajudar no desempenho de quem pretende dedicar-se à causa pública. Uma iniciativa válida. Pena que só ocorre em época eleitoral.

Série de política

De qualquer forma, é um oásis no meio do deserto. O JC iniciou há algumas semanas - o leitor mais atento de política deve ter percebido - uma série de matérias domingueiras para tratar de questões como esta. E vai continuar assim pelas edições vindouras, como forma de dar uma contribuição à melhora do quadro político-partidário. A edição de hoje é sobre a festa do troca-troca partidário.

Sem taxa de lixo

O prefeito Nilson Costa (PTB) negou ontem à tarde que esteja planejando enviar qualquer projeto de lei à Câmara Municipal de Bauru visando a criação de uma taxa de lixo, como chegou a ser ventilado em matéria do JC, na edição de ontem. Segundo o prefeito, não se cogita, sob hipótese alguma, qualquer taxa ou imposto neste sentido.

Sem os R$ 300 mil

Nilson aproveitou ontem para mostrar ofício recebido há alguns dias da Secretaria de Estado da Habitação com uma informação negativa. Não há verba disponível para asfalto na Pousada da Esperança I e II, em Bauru, conforme estava cogitado. O programa que poderia liberar o dinheiro é destinado apenas a núcleos habitacionais, apesar de a administração enviar ofício para informar que na Pousada só moram famílias carentes. O deputado Pedro Tobias culpa a prefeitura pela “perda” do dinheiro. Leia na página 5.