30 de maio de 2026
Bairros

Bauruenses

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto alguns fazem visitas passageiras a Bauru, outros vêm de locais distantes para ficar. São migrantes que fixaram residência na cidade e que já se consideram bauruenses.

É o caso de Silvio Orti, coordenador do Procon (Órgão de Defesa do Consumidor) em Bauru. Ele vive há 54 anos na cidade. “Eu acredito que isso me dá o direito de ser considerado bauruense, embora tenha nascido na pequena Avaí. Eu me sinto um bauruense, até pelo tempo de vivência no município”, revela.

Nesses anos todos, o saldo que o município proporcionou a Silvio é positivo. “Bauru ofereceu melhores oportunidades na área educacional, melhor nível de ensino, mais ofertas de emprego. Houve um benefício muito grande para mim e para minha família”, salienta.

Ele acredita que, se a cidade tivesse mais indústrias, os jovens não precisariam procuram emprego fora ao sair das faculdades. “Nossos jovens não seriam obrigados a ir para outras cidades em busca de sucesso”, expõe.

O monsenhor Almir Cogiola, natural de São Manuel, mora em Bauru há 42 anos. Ele veio da sua cidade natal. Diz que a cidade já foi melhor. “Tivemos homens políticos muito bons”, afirma.

“Bauru teve possibilidade de um crescimento muito grande. Atualmente, nós estamos meio estagnados, com muitas preocupações e também com muitas divergências políticas na nossa cidade. Isso faz um mal tremendo”, acrescenta.

Entre os aspectos positivos, ele destaca os estudos para o novo Plano Diretor, que começaram em dezembro do ano passado e devem ser concluídos ainda neste semestre. “É a possibilidade de termos muitas construções. Seria muito positivo também se tivéssemos mais empresas na nossa cidade. Está faltando emprego”, observa.

Para o monsenhor, a estrutura da cidade é boa. “Geralmente, as pessoas que chegam a Bauru acham-na muito bela. Temos muitas avenidas mas, pelo Plano Diretor, estaríamos melhorando muito mais a nossa cidade”, avalia.