08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A CUT em debate


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Aos companheiros ferroviários e outros sindicatos que se sentiram prejudicados na discussão do dia 17. Os convocantes do Encontro Sindical Nacional em Brasília, em especial a minha pessoa, Eliane Koti, que foi citada como organizadora do mesmo, vêm aqui expressar aos companheiros que houve má interpretação das palavras de alguns companheiros, que no meu ver são as mesmas de ambos os lados. Primeiro, mediante os últimos acontecimentos ocorridos, onde o FNT, este Forum tripartite que discute e quer definir o nosso futuro e o futuro da classe trabalhadora de forma desleal e pelas superestruturas, contestando inclusive em documento oficial dos companheiros cutistas da direção majoritária estadual, em n.º de 12 contra 6, denunciaram o ocorrido na reunião da executiva e relataram o encaminhamento da Central com relação às reformas que mais uma vez prejudicam os trabalhadores e enfraquecem a luta sindical: - que somos contra a flexibilização de direitos trabalhistas e que defende uma CUT democrática e independente e autônoma do Estado, governo, partidos e do patrão; - que concordamos que a CUT deve deixar este FNT e denunciar o mesmo; - que entendemos que devemos traçar uma batalha para resistirmos contra esses ataques governistas. Não estamos discutindo e muito menos propondo a desfiliação da CUT ou a construção de uma nova Central.

O que queremos neste momento é atingir um objetivo muito mais simples, mas fundamental. Unir a todos os que querem lutar para que possamos unificar a luta contra este ataque. Este é o passo que temos obrigação histórica de dar neste momento. Somos cutistas e temos nossas bandeiras da fundação da nossa central, entre elas: - Manutenção e garantia em lei de todos os direitos trabalhistas da nossa classe, sendo que o processo de negociação somente será para melhorar e não flexibilizar direitos. - Garantia da lei de estabilidade no emprego contra demissão imotivada. - Redução de jornada de trabalho sem redução de salário. - Garantia de direito à organização sindical nos locais de trabalho. - Garantia do pleno direito de negociação e contratação para os trabalhadores do setor público. - Garantia do pleno direito de exercício da atividade sindical, dos dirigentes e representantes de base, dentro e fora do local de trabalho. - Garantia do pleno exercício do direito de greve para todos. - Fim da criminalização da atividade sindical (multas, interditos proibitórios, demissões de dirigentes...).

Por isso, companheiros do sindicato dos ferroviários e outros, estamos reforçando aqui a necessidade da união para conseguirmos aglutinar forças contra esta reforma que vem para detonar com a classe trabalhadora e as organizações políticas e sindicais, entre outros e não podemos ficar fora desta discussão, porque senão estaremos compactuando com a chamada traição à classe trabalhadora. (Eliane Koti - em nome da coordenação)