31 de maio de 2026
Mulher

Mundo mais justo depende da diminuição das desigualdades

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

Na avaliação da juíza Ana Carla Crescioni dos Santos Almeida Sales, da 1.ª Vara Civil de Bauru, a construção de um mundo mais justo está diretamente relacionada à diminuição das desigualdades sociais. “Diminuir as desigualdades sociais através do Judiciário é impossível, porque não é o juiz que faz as leis, nós só aplicamos. Quem faz as leis é o Congresso Nacional”, diz.

Por isso, para a juíza o caminho para a justiça social começa necessariamente pela melhor escolha dos legisladores, que poderiam criar mecanismos de diminuição das desigualdades.

“A miséria que a gente presencia aqui no Fórum é deprimente, é uma coisa de chocar”, diz. “Mas eu estou de mãos atadas”, confessa.

Ana Carla afirma que, em geral, os juízes procuram aplicar a lei de uma forma socialmente justa, mas a profissão impõe uma série de amarras ao exercício diário. “Às vezes, a gente aplica o direito, mas a justiça social é difícil de ser feita”, diz.

Por conta dessas contradições, Ana Carla afirma que a profissão é, em muitos momentos, desencadeadora de conflitos pessoais. “A gente fica inconformada de não poder proteger mais os menos favorecidos ou ter de retirar um direito de um menor, reduzir uma pensão alimentícia, quando na verdade a nossa vontade seria a contrária”, finaliza.