Desconheço se isso é permitido pela lei eleitoral neste período, mas estão acontecendo, e campanha começa para valer. Recebi em minha residência uma entrevistadora com crachá da empresa “Impacto” para uma série de perguntas as quais foram prontamente respondidas mais em função da entrevistadora que desempenha sua atividade. O objetivo embutido nesta pesquisa, para mim, ficava mais claro em cada questão, pois identifiquei o responsável, apesar da coletora de dados dizer que desconhecia para quem trabalhava. Ao final, solicitou nome endereço telefone. Só faltou CPF e RG. Entendi que o interessado na pesquisa na verdade gostaria de encaminhar à minha residência aquelas cartinhas desagradáveis com aquele interminável curriculum de serviços prestados a coletividade bauruense.
Minha surpresa foi maior ainda quando após algumas horas da pesquisa recebi telefonema da coordenadora para informar que duas questões deixaram de ser respondidas Em qual candidato não votaria e qual era a minha religião. Estranho, não!!!
A pesquisa é científica, e como profissional da área social sei que ela é imprescindível. Mas aqui vai meu recado: senhor futuro pretenso candidato que contratou esta empresa, não quero propaganda de sua campanha em minha residência, pois não é assim que escolho meus candidatos, mas são estes pequenos detalhes que me fazem definir o meu voto. Os leitores que receberam ou receberão visita para esta pesquisa poderão comprovar o que estou dizendo.
Teresinha Carvalho - RG 5.601.245