08 de julho de 2026
Geral

Sinserm aciona MP contra prefeitura

Da Redação
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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) protocolou ontem na Promotoria da Infância e Juventude de Bauru uma representação denunciando a omissão do Poder Executivo municipal em relação à prestação de serviços no atendimento à saúde, especialmente de crianças.

O documento protocolado no Ministério Público alerta para a falta de profissionais, remédios, estrutura física, medicamentos e equipamentos de urgência nos pronto-socorros da cidade. A iniciativa do sindicato já havia sido anunciada há quase um mês, após uma reunião realizada entre a entidade e uma comissão formada por 15 dos 43 pediatras que atuam no setor de urgência e emergência de Bauru.

Na época, o assessor jurídico do Sinserm, Sandro Fernandes, já admitia a intenção de que esta representação procedesse uma ação civil pública ou a abertura de uma inquérito civil público a fim de apurar também a falta de vagas para internações pediátricas, as filas de longa espera para consultas com especialistas e a aglomeração de pessoas com enfermidades em ambientes inadequados de espera de consultas.

“Não haveremos mais de permitir que nossa população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), que paga seus impostos e conseqüentemente o sistema de saúde, passe horas a fio em filas de consulta, nas calçadas, em salas de espera sem as mínimas condições de dignidade humana, sem ventilação, com absurda aglomeração de cidadãos doentes”, diz trecho da representação.

O documento também denuncia a carência de auxiliares de enfermagem e demais atendentes de saúde, a falta de salas adequadas para consultas médicas, além da escassez de instalações adequadas para o exercício profissional do corpo funcional dos pronto-socorros e núcleos de saúde.

Na época, o advogado alertou, por exemplo, para o fato de alguns pronto-socorros contarem apenas com um banheiro para plantonistas homens e mulheres. Porém, o secretário municipal de Saúde, Hanna Saab, contestou as informações.

Disse que o problema de falta de pediatras seria amenizado com a entrada de três profissionais aprovados em concurso público e que as vagas para internações são de responsabilidade da Direção Regional de Saúde (DIR-10), mas garantiu que estavam dentro da normalidade.

Saab recebeu a pauta de reivindicações dos pediatras, que consta na representação protocolada pelo Sinserm no Ministério Público.