O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Leste está elaborando um projeto para revitalizar a lagoa da Quinta da Bela Olinda. O objetivo é obter recursos junto à iniciativa privada para aumentar a segurança da área e transformá-la em uma opção de lazer e turismo.
A diretora social e de assuntos comunitários do Conseg, Fabiana Trevisan de Lima, afirma que a idéia de ampliar a infra-estrutura da lagoa surgiu a partir dos afogamentos e crimes registrados no local. “Em alguns pontos dela, a profundidade chega a 30 metros e não há qualquer sinalização indicando esse fato. Além disso, não há iluminação e, à noite, a área fica muito escura. Até corpos já foram encontrados por ali”, argumenta.
Um grupo de trabalho que inclui representantes da comunidade e da prefeitura foi formado há três semanas para debater o assunto e já se reuniu duas vezes. O terceiro encontro está agendado para hoje, às 16h, na Base Comunitária Leste da Polícia Militar (PM). A expectativa é concluir o projeto até o final do mês, para que possa ser incluído nas discussões do novo Plano Diretor do município.
Lima explica que, como os recursos financeiros da prefeitura são escassos, o grupo está trabalhando para tentar envolver os empresários no projeto. “Uma das nossas principais discussões dentro do Conseg é a falta de uma área de lazer para os jovens e adolescentes da região Leste. Se conseguirmos uma parceria em que as empresas possam fazer uma exploração comercial do local, vários benefícios poderão ser implantados”, declara.
Restrições
A diretora do Conseg lembra, porém, que a utilização comercial da lagoa terá que obedecer a algumas restrições. “Sabemos que a lei de preservação ambiental não permite determinadas práticas que possam interferir no meio ambiente, e por isso convidamos os órgãos competentes a participarem da nossa reunião de amanhã (hoje) para que possamos esclarecer esse assunto”, comenta.
No projeto final devem constar, além das propostas de melhoria na sinalização e segurança da Quinta da Bela Olinda, a implantação de quiosques e até mesmo a criação de um parque, que incluiria a área de preservação ambiental que fica ao lado da lagoa.
Enquanto as melhorias não puderem ser implantadas, Lima conta que o Conseg fará campanhas para conscientizar as pessoas a não freqüentarem o local. “A água está contaminada pelo gado, porque é uma área aberta e eles pastam livremente por ali. Pretendemos utilizar os jornais comunitários dos bairros para divulgar esse assunto”, diz.
Para ela, a discussão em torno da lagoa está sendo realizada em um momento propício. “A Campanha da Fraternidade tem, justamente, a água como tema esse ano”, comenta.