10 de julho de 2026
Polícia

Homem morre atropelado na Rondon

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Um homem morreu ontem pela manhã, após ser atropelado por um automóvel na rodovia Marechal Rondon (SP 300), próximo ao trevo de acesso à Vila Santa Luzia. Até o final da tarde de ontem, a identidade da vítima ainda não havia sido descoberta pela polícia. Segundo moradores dos bairros próximos ao local do acidente, ele era conhecido apenas como “Barba” ou “Baiano”.

De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, o acidente ocorreu por volta de 11h, no quilômetro 342 mais 800 metros. O motorista Robson Alexandre Gonçalves, 23 anos, trafegava com o automóvel Uno, com placas DZH 3691 de Bauru, no sentido São Paulo-Bauru, quando a vítima teria entrado na frente do carro, ao tentar cruzar a pista correndo. O motorista não teve tempo de reduzir a velocidade e o homem chocou-se contra o carro e o pára-brisa, que ficou destruído.

Testemunhas informaram que a vítima teria morrido na hora. Moradores comentaram com os policiais que “Baiano” seria morador da favela do Jardim Flórida e estaria desempregado.

Diversos moradores dos bairros da região, ao longo da rodovia Marechal Rondon, colocam sua vida em risco diariamente ao atravessar a pista para chegar à avenida Nuno de Assis. No local do acidente e nas proximidades, não há cerca de segurança entre as pistas ou plataforma elevada para pedestres.

Pontilhão

O tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos, da Polícia Rodoviária, informa que a alternativa correta para os moradores cruzarem a rodovia no local seria sob o pontilhão, onde há uma calçada para pedestres ao lado da pista de retorno. “Existe essa calçada, que é um caminho mais moroso para chegar até a Nuno de Assis, mas é a forma correta e mais segura de atravessar a pista”, diz.

Ele comenta que um pedestre, ao tentar cruzar uma rodovia, tem uma falsa percepção da velocidade dos veículos e da distância até eles. “A pessoa acha que dá tempo de atravessar, que o carro ainda está longe, mas eles trafegam em alta velocidade. No local onde este homem foi atropelado, o limite é de 100 quilômetros por hora. É muito rápido e a pessoa não percebe que não terá tempo de cruzar a pista em segurança”, alerta.

O tenente aponta ainda que os motoristas ficam em uma situação muito delicada quando percebem um pedestre na pista. “Um veículo em alta velocidade pode não ter tempo de frear, mas se ele insiste em tentar uma frenagem mais brusca, pode provocar outro acidente, como uma colisão traseira com algum veículo que esteja trafegando atrás dele”, comenta Ferreira.

Segundo dados da Polícia Rodoviária, este foi o primeiro atropelamento com vítima fatal na região de Bauru neste ano. No ano passado, foram registrados seis acidentes deste tipo com vítimas na região, que resultaram em duas mortes, três pessoas feridas gravemente e duas com ferimentos leves.

De acordo com Ferreira, os dois atropelamentos com vítimas fatais ocorreram na Rondon em trechos onde há travessia intensa de pedestres. “Um deles foi próximo ao Gasparini, e outro, bem perto do local do acidente de hoje (ontem). São trechos que têm intenso movimento de pedestres, sempre no início da manhã, quando as pessoas estão indo para o trabalho, e no final da tarde, quando voltam para casa”, aponta.