09 de julho de 2026
Bairros

Associação discorda quanto à absorção

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

O presidente da Associação das Administradoras e Corretoras de Imóveis de Bauru (Aciba), José Martinho Teixeira da Silva, tem opinião divergente da coordenadora da comissão elaboradora do novo Plano Diretor, Maria Helena Rigitano.

Para ele, o mercado imobiliário de Bauru deve absorver com facilidade as novidades do Estatuto da Cidade.

Mas ele faz ressalvas. Acredita que talvez a lei, após a regulamentação, não tenha retorno imediato em Bauru. Entretanto, é otimista quanto à viabilidade da aplicação a longo prazo.

“Tudo o que é novo é meio estranho. Creio que, se for colocada em funcionamento essa opção da prefeitura, no começo pode não surtir efeito. Mas, no futuro, vai surtir. Creio que é viável. O mercado vai absorver”, diz o presidente da Associação.

Ele argumenta que alguns instrumentos da lei federal possibilitarão ao poder público economia de recursos. “São boas idéias para o município não precisar desembolsar com desapropriações”, diz Martinho.

Ele vislumbra, ainda, uma opção para o proprietário do imóvel. “Ele vai ter resultado mais rapidamente do que se ficar esperando o dinheiro da desapropriação. É uma solução sadia”, expõe.

Martinho avalia a lei federal como um avanço para o País. “Há cinco anos, não se falava em permutas, negociação de IPTU e de área de construção. Hoje é muito comum. antes, o pessoal ficava com o pé atrás”, conta.

O representante da Aciba destaca, ainda, que muitas empresas já deixaram de vender em Bauru devido à falta de flexibilidade do coeficiente de construção nos bairros, que limita a quantidade de pavimentos que um edifício pode ter naquela área.

Ele enaltece a possibilidade de negociar com a prefeitura. “Na zona onde estava o terreno, não eram permitidos prédios altos”, explica.