24 de maio de 2026
Política

Nilson pede harmonia para governar

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) pediu ontem mais harmonia entre a classe política para poder governar a cidade. Durante a inauguração da rotatória da avenida Getúlio Vargas - denominada Daniela Smith Coube Gobbi -, ele lembrou do seu tempo de vereador de oposição, mas ressaltou que mantinha respeito com os colegas de situação.

“O vereador José Vicente Aiello era representante do PSD governista, e eu, da UDN, oposicionista. E, no entanto, na Câmara Municipal, ambos estávamos voltados para a nossa querida Bauru. Nós harmonizávamos as nossas ações. Aprendi a admirá-lo”, disse.

O prefeito, em discurso feito para um grupo de 100 pessoas que participaram da inauguração da rotatória, disse que a administração começa a retomar seu ritmo de investimentos com a entrada de recursos oriundos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

“Temos consciência de que só podemos construir uma cidade melhor, um Estado melhor, um País melhor, se tivermos unidos, deixando de lado todas as divergências políticas e partidárias e o ódio. Vamos acrescentar união e amor”, reivindicou.

Julgamento

Nilson diz que está tranqüilo em relação à sessão de quarta-feira do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, que deve definir seu futuro político. O TJ julga a liminar do juiz da 5ª Vara Cível de Bauru, Horácio Furquim Guanaes, que reconduziu o prefeito ao Palácio das Cerejeiras em outubro do ano passado, após ter seu mandato cassado pela Câmara Municipal.

“Não tenho expectativa em relação a datas. Tenho expectativas em relação a reconhecimentos de que o prefeito não tem nenhuma responsabilidade, não cometeu crimes. Isso já foi reconhecido pelo Ministério Público, pela FNDE, por peritos. Portanto, não há nada a punir, não há crimes”, garante.

Para o prefeito, há um “conluio enorme” no sentido de se afastar o chefe do Executivo. “Isso inclui forças políticas e econômicas interessadas em se apossar do município.” Nilson, porém, não cita nomes e nem os grupos interessados nessa operação.