25 de maio de 2026
Regional

Grupos encenam a Paixão de Cristo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quaresma também é tempo de preparação para quem vai representar ao ar livre a Paixão de Cristo. Em Macatuba (46 quilômetros a Sudeste de Bauru), Ibitinga (90 quilômetros ao Norte de Bauru) e Vera Cruz (90 quilômetros a Oeste de Bauru), os grupos amadores treinam a voz, ensaiam as cenas e decoram os textos que deverão atrair milhares de turistas para aquelas cidades.

Em Vera Cruz, região de Marília, a encenação vai mostrar a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo, avisa o diretor do teatro Valdivino de Moura. “Mudamos a encenação para mostrar o Cristo vivo. Até o ano passado, o teatro apresentava apenas a paixão e morte.”

O tema da Campanha da Fraternidade, água, também será lembrado, através de uma coreografia, lembra o diretor. “Vamos mostrar a importância da água e seu valor com uma expressão artística.”

Moura, que é o autor do texto do teatro, ressalta o diferencial da encenação. “Nosso teatro é diversificado, além da interpretação do texto, temos a música e a coreografia. Procuramos valorizar os artistas da cidade. Em 15 anos de teatro, fomos acrescentando expressões artísticas que levem a palavra de Deus das mais diversas formas. Nosso objetivo é evangelizar.”

A encenação conquistou o público local e atravessou fronteiras, comemora o diretor do teatro, um apaixonado pela arte. “Desde jovem que eu gosto de teatro. Escrevi e desenvolvi vários papéis, como hobby. Agora, que estou aposentado, sou diretor da peça que eu mesmo adaptei do texto bíblico e intitulei de ‘Semana Santa’.”

A peça, que no ano passado levou 12.500 pessoas para a cidade, começou com 40 integrantes e hoje tem 202 entre atores amadores e figurantes. “Na época, a comunidade não acreditou, mas depois da primeira apresentação eles passaram a respeitar e a incentivar.”

O incentivo chega de várias formas, comenta Moura. “A administração pública participa com a equipe de montagem das arquibancadas e som profissional. O comércio contribui com propaganda e até algum recurso para a roupagem.”

O teatro, na opinião do diretor, já está com um “pézinho” no profissional. “Estamos ensaiando desde janeiro. Recebemos pessoas de todos os segmentos da sociedade de vários Estados brasileiros que avalizam a minha opinião. Os atores têm desempenhado muito bem os papéis. Hoje, temos equipes encarregadas para cada um dos setores. Temos equipes de pintores, cenário, que pesquisam as indumentárias, etc.”

Para participar do teatro, segundo o diretor, não há necessidade de ser católico. “Basta morar na cidade e querer participar. Temos carpinteiros, pedreiros, funcionários públicos, professores e outros profissionais de 8 a 70 anos, como atores.”