07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Insegurança

A semana começa, mais uma vez, sob o signo da total indefinição quanto ao futuro político e administrativo da cidade. Na quarta-feira, se não houver alterações no que está desenhado, o Tribunal de Justiça (TJ) vai definir sua análise da liminar que fez Nilson Costa (PTB) retornar ao cargo de prefeito de Bauru.

• Longe do fim

Pelo que já foi noticiado e analisado, é provável o retorno do vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) ao comando da cidade. Dois dos três desembargadores que analisam a questão já deram votos pela queda da liminar que sustenta Nilson. Até aí nada de novo. O problema é que a decisão do TJ não será um ponto final nesta história.

• Entra e sai

O mérito da ação de Nilson não vai demorar para ser julgado, ainda mais que a defesa da Câmara Municipal não foi aceita pelo juiz da 5ª Vara Cível de Bauru, Horácio Furquim Guanaes, por decurso de prazo. Ou seja, não é nada difícil que Dudu volte nesta quarta-feira, mude tudo na prefeitura e, pouco tempo depois, Nilson retorne e refaça o que foi desfeito por Dudu.

• Gravidade

Todo esse imbróglio político se constitui em uma situação altamente danosa à cidade, que já tem problemas de sobra. Claro e necessário que os fatos que envolvem a coisa pública devem ser investigados e este JC tem estado na vanguarda da fiscalização dos homens que têm a missão de cuidar dos interesses dos cidadãos. Mas o momento é grave, isso é inegável.

• Estado letárgico

A prova inequívoca desse estado de coisas é a sensação que as pessoas - os cidadãos de Bauru - têm revelado ao JC e à imprensa de um modo geral. Nota-se um estado de letargia na face de cada um quando se discute a situação política e administrativa da cidade. Um descrédito de que, ao menos neste ano, algo ainda possa dar certo.

• Janeiro de 2004

O que parece estar ocorrendo é um pesadelo do qual a cidade só vai acordar em 1 de janeiro de 2004, com a posse dos eleitos em outubro, com a esperança de que a cidade recobre o ânimo perdido nos últimos anos. Situação similar, guardadas todas as proporções e diferenças, está em curso em relação ao próprio País e as tão sonhadas retomada do crescimento e criação de mais, muito mais empregos.

• Estatuto e Plano

Tem repercutido muito bem a discussão pública que se faz em Bauru sobre o futuro Plano Diretor. A coordenadora desse debate municipal, secretária do Planejamento licenciada Maria Helena Rigitano, reforçou, ontem, seu convencimento de que as mudanças profundas que o Estatuto da Cidade vai trazer devem ser absorvidas pelo novo Plano Diretor, de forma gradativa e com maior participação do setor imobiliário.

• Tidei e o PMDB

Voltam a circular por aí as especulações de que o ex-prefeito Tidei de Lima vai deixar o PMDB, após mais de vinte anos de atuação no partido. O caminho mais natural de Tidei, se for confirmada mais esta onda sobre sua desfiliação, seria o PL, partido presidido por Fernando Monti, para onde já foram alguns peemedebistas. Monti foi secretário de Saúde do governo de Tidei.