“Vai passar nessa avenida um samba popular...” cantava Chico Buarque, música que ele compôs em 1983, como um arauto da liberdade vindoura, anunciando o fim do regime de exceção que seguiu ao golpe de 1964... Já se passaram 40 anos. Como que cantava: “É, senhor coronel, ‘vai passar’! Dona Maria, a dita ‘fase dura’, ‘vai passar’! Sim, seu José, seu filho vai voltar depois que a banda passar”
E hoje, com licença Chico, mas vou dizer: É, doutor Nilson, “vai passar”, sua ditadura de liminar “vai passar”! O homem passageiro que arrogou para si uma qualidade do eterno e perfazendo-se denominou-se “O homem do bem”. O bem permanece, mas o homem “vai passar”.
Nos últimos anos, serão dois prefeitos e alguns vereadores que passaram mais rápido que o esperado, e alguns outros já deviam ter passado... Mas podem esperar, porque “vai passar”, assim como suas viagens. Os meses que faltam até outubro, “vão passar” bem rápido... Espero que ninguém venha cantar para nossa memória: “vai passar”, porque afinal, tem coisas que não passam! E já que estamos falando de samba, quem sabe, depois das eleições, nós, bauruenses, tenhamos “direito a uma alegria fulgaz, uma ofegante epidemia... que se chamava Carnaval.”
Jorge Carlos Rodrigues de Freitas - RG 020398044-6 M.Ex. - Estudante de filosofia, atualmente morando em Brusque