09 de julho de 2026
Bairros

Semma terá de investir em conscientização

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A campanha de conscientização sobre a separação de entulhos realizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) junto às empresas, carroceiros e transportadoras será intensificada assim que o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil for implementado. O responsável pela pasta, Luiz Pires, já programa reuniões com o segmento.

No entanto, ele mesmo admite que o principal problema será convencer os pequenos geradores de entulho, que utilizam, por exemplo, carrocerias de caminhonetes para destinar os materiais que perdem a utilidade, além dos carroceiros.

“Se não houver locais para entrega voluntária pela cidade, vai ficar difícil para quem utiliza animal para o transporte. Eles ganham o de hoje para pagar o de ontem. Se ficar distante (o posto), não terão como despejar entulho em área adequada”, ressalta o proprietário de uma empresa de caçambas, Rui Carneiro.

De acordo com ele, quando o plano estiver vigorando, seus clientes serão informados sobre a separação dos entulhos como gesso, material de concreto, madeira e solventes. Porém, se não cumprirem as exigências da Semma e a divisão tiver de ser adotada pela própria empresa, o valor cobrado pelo serviço será mais alto. Atualmente, cobra-se cerca de R$ 35,00 pelo transporte do material de construção.

“Não dá para saber (qual será a taxa extra cobrada). O início será mais difícil, mas depois o pessoal acostuma”, diz Carneiro. Também não acredita em resistências o diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Ralph Ribeiro Júnior.

Segundo ele, as construtoras são apenas 25% das geradoras de entulho, mas mesmo assim, ele não descarta a possibilidade da entidade participar de uma campanha para orientar os representantes do ramo sobre as exigências do Conama.

“A relação do Sinduscon com a administração municipal é de cordialidade. A preservação do meio ambiente é uma obrigação. A construção de uma usina de reciclagem é uma saída”, ressalta.

Concorda com ele o vereador Rodrigo Agostinho, que no ano passado denunciou o depósito inadequado de entulhos remanescentes da construção civil.

“A situação melhorou muito, mas ainda encontramos entulhos em área de preservação ambiental”, destaca.

Quem for flagrado nesta situação, pode ser detido de seis meses a um ano e ainda terá de pagar multa cujo valor depende do processo, informa o promotor do meio ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro. De acordo com ele, além da questão criminal, o poluidor ainda poderá ser obrigado a restaurar a área degradada.