Pirajuí - A implantação de cursos técnicos do Centro Paula Souza em Pirajuí (58 quilômetros a Noroeste de Bauru) está preocupando professores e funcionários da escola estadual Maria Angélica Marcondes.
Eles temem que a chegada desses novos cursos levem o governo do Estado a decretar o fechamento das salas de ensino fundamental e médio, que atendem hoje cerca de 1.000 estudantes.
A escola estadual foi o local escolhido para abrigar os cursos técnicos, que ainda não foram definidos quais serão, até que o Centro Paula Souza tenha um prédio próprio.
A preocupação levou os professores a organizarem uma audiência pública com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) na última sexta-feira à noite, na Câmara Municipal de Pirajuí.
Na opinião do deputado, a cidade não pode perder a oportunidade de ter uma escola técnica com os vários cursos profissionalizantes oferecidos pela instituição Paula Souza.
Segundo ele, outras cidades da região, como Lins e Cafelândia, estariam brigando pela instalação e ampliação desses cursos nas respectivas comunidades.
Falando em nome da escola estadual Maria Angélica Marcondes, a professora Célia Ramos defendeu a chegada da nova instituição técnica, mas pediu a permanência dos ensinos fundamental e médio da escola.
Gilda Maria de Oliveira Santos, diretora da escola, disse que existe uma certa insegurança quanto ao futuro dos cursos fundamental e médio, após a chegada do ensino técnico.
Durante a audiência, Pedro Tobias recebeu da professora Vera Lúcia Bannwart um abaixo-assinado contendo cerca de 3 mil assinaturas que defendem a permanência dos ensinos fundamental e médio na escola.
O prefeito da cidade, Euclides Ferraz de Camargo (PMDB), também declarou ser favorável à implantação da unidade técnica “Paula Souza” no município, mas, a exemplo dos professores, defendeu a proposta de manutenção dos cursos regulares.